Na quarta-feira (21/01), o acordo da TIM com American Tower entrou em uma nova fase após aprovação do conselho de administração da operadora. A companhia comunicou ao mercado a unificação de todos os contratos existentes com a parceira em um único instrumento, com vigência até 2034, voltado à reorganização da gestão da rede móvel.
O contrato abrange cerca de 9 mil torres, equivalentes a 30% da infraestrutura total da TIM no Brasil. A empresa não divulgou valores financeiros, mas informou que a decisão se conecta à sua estratégia operacional e ao planejamento de longo prazo para a rede.
Acordo da TIM com American Tower e o novo desenho contratual
O novo acordo concentra, sob uma única estrutura jurídica, toda a relação entre a TIM e a American Tower Corporation (ATC). A empresa norte-americana atua como operadora de torres de telecomunicações, oferecendo infraestrutura para que diferentes operadoras instalem antenas e equipamentos.
Com presença no Brasil há mais de duas décadas, a American Tower opera um modelo de infraestrutura neutra, no qual múltiplas empresas compartilham os mesmos sites. Essa lógica, inclusive, reduz a necessidade de construção própria e facilita a expansão da cobertura móvel, especialmente em redes 4G e 5G.
Para a TIM, a consolidação elimina a gestão de múltiplos contratos paralelos e amplia previsibilidade. Segundo a companhia, o acordo fortalece a relação de longo prazo com a ATC. E, além disso, cria uma base mais simples para administrar ativos essenciais da rede.
Eficiência nos arrendamentos e gestão da infraestrutura
A reorganização também se insere no Plano de Eficiência de Arrendamentos mencionado pela TIM em comunicados recentes. A iniciativa envolve a revisão contínua dos contratos de aluguel de torres e sites, com foco em governança, padronização e controle de custos operacionais.
Ao centralizar a relação com a American Tower, a TIM busca alinhar prazos contratuais ao planejamento técnico da rede e reduzir complexidade administrativa. A empresa vem adotando uma postura mais disciplinada na alocação de recursos, em um contexto de investimentos seletivos em infraestrutura de telecomunicações.
Esse tipo de ajuste ganhou relevância com a expansão do 5G, na qual a TIM chegou a investir R$ 1 bilhão para expansão em São Paulo. O que, portanto, exige maior densidade de sites e decisões mais criteriosas sobre capex e arrendamentos.
Acordo da TIM com American Tower no contexto do setor
No cenário mais amplo, o acordo da TIM com American Tower reflete uma prática cada vez mais comum entre operadoras: firmar contratos de longo prazo com empresas especializadas em infraestrutura. O modelo, portanto, permite concentrar esforços em serviços, cobertura e qualidade, enquanto a gestão física das torres fica sob responsabilidade de um operador dedicado.
Com vigência até 2034, o contrato oferece estabilidade operacional à TIM e previsibilidade à American Tower. Em um setor pressionado por concorrência e eficiência, a consolidação contratual tende a ganhar espaço como instrumento de organização da rede e controle estrutural de despesas.










