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Cade mantém acordo e rejeita questionamento sobre a fusão da Petz e Cobasi

A fusão da Petz-Cobasi teve o último recurso rejeitado pelo Cade, que manteve o ACC, confirmou a venda de lojas e destravou a nova estrutura da União Pet no mercado pet brasileiro.
Imagem da fachada de uma loja da Petz para ilustrar uma matéria jornalística sobre a Fusão da Petz-Cobasi.
(Imagem: divulgação/Petz)

A fusão da Petz com a Cobasi teve seu último obstáculo administrativo na quinta-feira (22), após o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitar os embargos apresentados pela Petlove. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, manteve integralmente as condições impostas ao negócio e encerrou a discussão na esfera concorrencial.

O colegiado acompanhou o voto do conselheiro-relator José Levi Mello do Amaral Jr., que afastou alegações de contradição ou omissão no Acordo em Controle de Concentração (ACC). Com isso, a operação segue válida nos termos aprovados em dezembro, sem alterações nos remédios negociados.

Fusão Petz-Cobasi sob o crivo do Cade

O Cade aprovou a fusão Petz-Cobasi em 10 de dezembro, condicionando o aval à assinatura de um ACC com remédios estruturais e compromissos comportamentais. O principal deles prevê a alienação de 26 lojas no Estado de São Paulo, ativos que representam 3,3% do faturamento combinado das empresas nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre.

Atualmente, a Petz mantém 125 lojas em território paulista, enquanto a Cobasi soma 149 unidades no mesmo mercado. A autoridade antitruste avaliou que o desinvestimento é suficiente para amenizar riscos à concorrência local, preservando alternativas para consumidores e fornecedores do varejo pet.

Leitura restritiva do acordo e rejeição do recurso

No voto, José Levi afirmou que a interpretação da Petlove decorre de uma possível assimetria informacional, causada pelo acesso limitado à versão restrita do ACC, que contém cláusulas confidenciais. Segundo o relator, a hipótese de venda dos ativos a mais de um comprador existe apenas como exceção, cercada de salvaguardas.

A Petlove, terceira interessada no processo analisado desde meados de 2024, sustentou que  o acordo permitiria alienações em momentos distintos. Para o Cade, porém, o texto contratual não conflita com os votos do plenário nem enfraquece a efetividade dos remédios concorrenciais.

Fusão Petz-Cobasi e a nova configuração do setor

Com a via administrativa encerrada, a fusão Petz-Cobasi avança para a fase operacional. O negócio foi concluído em janeiro de 2026, resultando na criação da União Pet, holding que passou a reunir as operações das duas redes. A Petz tornou-se subsidiária da Cobasi, e o grupo passou a negociar ações sob o ticker AUAU3, na B3.

A consolidação cria a maior plataforma integrada do mercado pet brasileiro, combinando escala física, canais digitais e logística. A decisão do Cade reduz incertezas regulatórias e permite que a União Pet concentre esforços na integração de marcas, na eficiência operacional e na disputa por participação em um setor ainda fragmentado.

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