Quanto o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) tem em caixa tornou-se uma questão central no mercado financeiro após as liquidações extrajudiciais do Banco Master e do Will Bank, confirmadas pelo Banco Central. Os dois episódios colocaram à prova a capacidade operacional e financeira do FGC, responsável por proteger depositantes e investidores em situações de insolvência bancária.
Informações mais recentes indicam que o FGC tem em caixa cerca de R$ 122 bilhões em recursos líquidos ao longo de 2025, dentro de um patrimônio total que superava R$ 140 bilhões. Portanto, o volume sustenta o pagamento das garantias legais previstas em casos de intervenção ou liquidação no sistema financeiro nacional.
O peso dos resgates sobre quanto o FGC tem em caixa
Liquidado em 21 de novembro de 2025, o caso do Banco Master concentra o maior desembolso já enfrentado pelo FGC, com estimativa de até R$ 40,6 bilhões em pagamentos a investidores e correntistas. Os repasses começaram em 17 de janeiro e, isoladamente, já consomem uma parcela relevante dos recursos disponíveis do FGC.
A liquidação da Will Financeira (Will Bank), decretada nesta quarta-feira (21/01), amplia esse quadro. Em setembro de 2024, a instituição mantinha R$ 6,3 bilhões em CDBs, valor potencialmente elegível à cobertura do fundo. Com isso, o montante bruto associado ao conglomerado Master pode alcançar até R$ 46,9 bilhões, antes da aplicação das regras de garantia e da consolidação por grupo financeiro.
O valor efetivamente pago tende a ser menor porque parte dos investidores do Will Bank também mantinha recursos no Banco Master. E, além disso, já alcançou o limite legal de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Nesses casos, o FGC cruza informações como datas das aplicações, valores já ressarcidos e o vínculo das instituições ao mesmo conglomerado. Nesse contexto, antes de definir quanto ainda pode ser pago a cada beneficiário.
Limites de cobertura e regras aplicadas
No modelo do FGC existe ainda um teto global de R$ 1 milhão por beneficiário em um intervalo de quatro anos. No casso, aplicável quando há múltiplas liquidações.
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Além disso, no caso específico do grupo Master, o momento da aplicação no Will Bank interfere diretamente no cálculo. Recursos aplicados antes da aquisição da financeira preservam garantias separadas, enquanto depósitos posteriores entram no limite consolidado do grupo, reduzindo a cobertura adicional.
Quanto o FGC tem em caixa e como o fundo reage à pressão
Mesmo diante de um desembolso dessa magnitude, o fator quanto o FGC tem em caixa apresenta margem operacional, segundo a própria organização. Internamente, avalia-se a antecipação de contribuições futuras das instituições associadas como forma de recompor o caixa ao longo do tempo. Prática, inclusive, já utilizada em episódios anteriores sem comprometer o funcionamento do sistema.
O processo de pagamento segue etapas formais, que incluem o envio da lista de credores pelo liquidante, a solicitação da garantia pelo beneficiário e a liberação dos valores após validação. Em condições regulares, o crédito ocorre em até dois dias úteis após a conclusão do cadastro.
Ao analisar quanto o FGC tem em caixa, o mercado observa não apenas os números atuais. Mas a capacidade do fundo de administrar eventos concentrados sem abalar a confiança no sistema bancário. Esse equilíbrio seguirá no radar regulatório enquanto novas liquidações permanecem como risco latente no setor.










