O tema mineradoras e minerais críticos no Brasil ganhou novo peso na agenda econômica internacional, com a expectativa de anúncio de aportes europeus em projetos de mineração no país. A iniciativa integra as negociações entre Brasília e a União Europeia para estruturar um acordo de fornecimento de insumos essenciais à transição energética do bloco até o final de março deste ano.
A previsão do governo brasileiro é que investidores ligados à UE confirmem participações em cinco mineradoras com operação local durante fórum organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil). O evento em questão reuniu fundos públicos, autoridades e executivos do setor mineral.
Minerais críticos no Brasil e o interesse europeu
O interesse europeu em minerais críticos no Brasil concentra-se em lítio, terras raras, níquel e manganês, matérias-primas ligadas à eletrificação do transporte e à expansão da indústria de baterias. Esses insumos sustentam políticas industriais voltadas à redução de emissões e à segurança de suprimento.
Entre os projetos em análise estão operações em Minas Gerais e no Piauí, com diferentes estágios de maturidade. Um dos casos envolve empresa listada na Bolsa de Sydney, que planeja iniciar a extração de terras raras em 2028. Inclusive, com financiamento parcialmente estruturado por banco público francês.
Também participam das discussões sobre minerais críticos do Brasil a Brazilian Nickel, com planos de operar no Piauí, e a AMG Lithium, que já extrai lítio em Minas Gerais. Além disso, esta última mantém planta industrial de processamento na Alemanha. Além de receber, em dezembro, € 36 mi de um fundo do governo para ampliar suas operações.
Cadeia mineral e processamento industrial
A estratégia da União Europeia para os minerais críticos no Brasil inclui estímulo ao beneficiamento e ao refino no próprio território nacional. Segundo a Apex Brasil, essa preferência não decorre de exigências legais, mas de critérios econômicos associados à eficiência produtiva e ambiental.
O processamento mineral demanda alto consumo de energia, e o Brasil opera com matriz elétrica predominantemente limpa. Fator, portanto, que reduz a pegada de carbono das etapas industriais. Esse diferencial melhora a competitividade dos projetos e amplia o interesse europeu por investimentos de longo prazo.
Minerais críticos no Brasil no tabuleiro global
O avanço das negociações sobre minerais críticos no Brasil ocorre em paralelo ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Acordo que prevê redução tarifária para minerais em estado bruto ou processado. O tratado amplia previsibilidade regulatória e reduz custos logísticos para o bloco europeu.
Portanto, a União Europeia sinaliza que o país passa a ocupar posição relevante nas cadeias globais de suprimento.










