As investidoras na B3 ampliaram presença no mercado de renda variável e passaram a ocupar uma fatia maior da base de pessoas físicas da bolsa brasileira. Na segunda-feira (26), dados da B3 mostraram que o número de mulheres nesse segmento cresceu 41% desde 2021, com a entrada de quase 55 mil novas investidoras apenas em 2025.
Ao todo, são 1.436.232 mulheres com aplicações em renda variável, frente a 1.381.269 no encerramento de 2024. Esse avanço levou o público feminino a representar 26% dos 5,5 milhões de investidores registrados na bolsa, mantendo uma trajetória de expansão contínua, ainda que em ritmo moderado no último ano.
Investidoras na B3 e o avanço em números
O crescimento anual de 4% em 2025 reforça a consolidação das investidoras na B3. O dado indica que o grupo passa a ocupar uma posição cada vez mais relevante no mercado de capitais. Embora ainda sejam minoria em termos absolutos, os dados mostram uma base mais distribuída geograficamente e com expansão em todos os estados do país.
O destaque proporcional ficou com Tocantins, que registrou alta de 7,34% no número de investidoras entre dezembro de 2024 e 2025. Amapá, com 6,95%, e Ceará, com 6,94%, aparecem na sequência, indicando avanço fora dos grandes centros financeiros tradicionais.
Perfil feminino e estratégia de investimento
Além do aumento no número de cadastros, o comportamento financeiro chama atenção. O estoque mediano das mulheres na renda variável alcançou R$ 3.029, quase o dobro do valor observado entre os homens, que ficou em R$ 1.682, segundo a B3.
Para Christiane Bariquelli, superintendente de negócios para Pessoa Física da bolsa, esse padrão está ligado à forma como as mulheres se preparam antes de investir. Segundo ela, há maior foco em diversificação, gestão de risco, planejamento financeiro e alocação de ativos, o que tende a elevar o valor médio aplicado por investidora.
Investidoras na B3 e a leitura regional do mercado
Em termos absolutos, São Paulo liderou a entrada de novas investidoras, com 17.768 mulheres em 2025. Rio de Janeiro, com 6.598, e Minas Gerais, com 6.089, completam o ranking. A lista reflete a concentração histórica de renda e acesso ao mercado financeiro no Sudeste.
O avanço das investidoras na B3 indica uma base mais diversificada e um mercado que passa a incorporar perfis com maior disciplina financeira. Esse comportamento pode influenciar a dinâmica futura da renda variável, especialmente em momentos de maior volatilidade.











