A agenda econômica da semana entre segunda-feira (26) e sexta-feira (30) reúne eventos capazes de direcionar preços de ativos no Brasil e no exterior. Decisões de juros, indicadores de inflação e dados de atividade concentram a atenção dos investidores em um período marcado por cautela e reavaliação de expectativas.
No mercado doméstico, o destaque recai sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a divulgação do IPCA-15. Embora a aposta majoritária seja de manutenção da Selic, o foco não está na decisão em si, mas na comunicação do Banco Central. O tom do comunicado pode influenciar a precificação de juros futuros e a leitura sobre os próximos passos da política monetária.
Agenda econômica da semana no Brasil
A semana começa com dados de confiança do consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Relatório Focus, que oferece um retrato das projeções do mercado. Na terça-feira, o IPCA-15 funciona como termômetro antecipado da inflação oficial, sendo observado de perto por analistas e gestores.
Na sexta-feira, a agenda se intensifica com o IGP-M, a taxa de desemprego e os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esses indicadores ajudam a calibrar a leitura sobre consumo, mercado de trabalho e ritmo da economia brasileira, elementos relevantes para decisões futuras do Banco Central.
Juros e dados no exterior
No cenário internacional, a agenda econômica da semana é dominada pela reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). A decisão do Federal Reserve deve manter os juros inalterados, mas a coletiva de Jerome Powell tende a ser o ponto central, ao sinalizar como a autoridade monetária avalia inflação e atividade.
Nos Estados Unidos, também entram no radar os pedidos semanais de seguro-desemprego, a balança comercial e o índice de preços ao produtor (PPI). Na Europa, dados de confiança, Produto Interno Bruto (PIB) e desemprego oferecem pistas sobre o fôlego da região.
Agenda econômica da semana e leitura global
Japão e China completam o quadro. A ata do Banco do Japão, além de CPI, produção industrial e vendas no varejo, ajuda a entender o ambiente asiático. Já os PMIs chineses funcionam como indicadores antecedentes para a atividade global e o mercado de commodities.
Ao longo da agenda econômica da semana, a combinação entre decisões de juros e dados de inflação tende a influenciar câmbio, juros futuros e bolsas. Mais do que números isolados, o mercado busca coerência entre discurso e dados, em um cenário em que a comunicação das autoridades segue como principal vetor de ajuste de expectativas.











