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A 13ª edição do Selo ESG-FIEC, realizada nesta terça-feira (27/01), consolidou o avanço da agenda ambiental, social e de governança na indústria do Ceará. Ao reconhecer quatro empresas com perfis distintos, incluindo uma recertificação estratégica, a iniciativa reforçou o ESG como diretriz integrada à gestão corporativa. Com isso, o total de companhias industriais certificadas no estado chegou a 36, ampliando o alcance do programa.
Nesse contexto, foram reconhecidas Companhia Docas do Ceará, TECER Terminais Portuários, Linhas & Cores e BSPAR Incorporações. Esta última obteve a recertificação após alcançar nota máxima em 2024. O processo é conduzido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e, além disso, conta com auditoria do Bureau Veritas, organismo internacional de certificação.
Evento da entrega do Selo ESG-FIEC e a leitura dos números
Com a 13ª edição do Selo ESG-FIEC, novas concessões e renovações passaram a integrar o programa. Do total de empresas certificadas, 12 alcançaram a classificação AAA, a nota mais alta nos três pilares avaliados. Além disso, quatro companhias já avançaram para a etapa de recertificação, considerada mais rigorosa do ponto de vista técnico e operacional.
Segundo Ricardo Cavalcante, presidente da FIEC, esse avanço reflete uma postura estratégica cada vez mais presente na indústria cearense. Para ele, a certificação contribui para ampliar a competitividade, fortalecer as relações ao longo da cadeia de valor e, ao mesmo tempo, alinhar as empresas a mercados mais exigentes em critérios ESG.
Nesse sentido, a chancela do Bureau Veritas amplia o alcance do selo. Conforme destacou Cavalcante, o reconhecimento internacional permite que empresas locais dialoguem com investidores e parceiros globais sob parâmetros equivalentes de governança e transparência.
ESG aplicado a infraestrutura, logística e indústria
Na avaliação da Companhia Docas do Ceará, a 13ª edição do Selo ESG-FIEC representou um avanço relevante para uma estatal do setor portuário. De acordo com o diretor-presidente Lúcio Gomes, a empresa mantém mais de 50 projetos ativos voltados a energia renovável, descarbonização e transparência administrativa. Além disso, parte dessas iniciativas envolve estudos e consultorias para fortalecer o planejamento estratégico.
Já no setor de logística, Carlos Maia, diretor acionista da TECER Terminais Portuários, avaliou que a certificação atua como diferencial competitivo no mercado financeiro. Segundo ele, o selo também facilita o relacionamento com stakeholders ligados à cadeia de comércio exterior.
Por sua vez, na indústria têxtil, a Linhas & Cores destacou a revisão de processos internos, a gestão de resíduos e o fortalecimento da governança. Para a diretora Eliza Pinto, o reconhecimento demonstra que empresas de pequeno e médio porte também conseguem atender aos critérios exigidos pelo programa.
13ª edição do Selo ESG-FIEC e maturidade corporativa
A BSPAR Incorporações, recertificada nesta edição, trata o ESG como parte da cultura organizacional. Segundo Beto Studart, fundador da empresa, manter o selo exige disciplina contínua e reforça a consistência das práticas adotadas. Como resultado, a companhia colhe reflexos positivos tanto nos resultados quanto na reputação corporativa.
Por fim, na avaliação de Alcileia Farias, gestora do Núcleo ESG da FIEC, a 13ª edição do Selo ESG-FIEC reforça o papel da certificação como instrumento técnico de validação. Para ela, o avanço do programa indica que o ESG deixou de ser apenas discurso e passou a orientar decisões estratégicas da indústria cearense.











