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Financiamento imobiliário em 2026 pode ter alta de até 16% nas concessões

O financiamento imobiliário em 2026 deve crescer 16%, segundo a Abecip, mas o avanço depende do corte da Selic, da redução das taxas e da maior participação de recursos livres no crédito habitacional.
Financiamento imobiliário em 2026
Expectativa de queda dos juros deve redesenhar o crédito habitacional em 2026. Imagem: Canva
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O financiamento imobiliário em 2026 deve ganhar tração caso o ciclo de juros confirme o corte esperado ao longo do ano. Na terça-feira (27/01), a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) projetou alta de 16% nas concessões, apoiada sobretudo na expectativa de redução da Selic.

Segundo a entidade, o volume total de financiamentos pode alcançar R$ 375 bilhões em 2026. Ainda assim, a projeção não é linear. A leitura parte do pressuposto de que a taxa básica, hoje em 15%, recue para perto de 12,25% até o fim do período, condição vista como determinante para destravar o crédito não subsidiado.

Papel dos juros nas concessões dos financiamentos

O avanço do financiamento imobiliário em 2026 está diretamente atrelado ao custo do dinheiro. A queda da Selic cria espaço para redução das taxas finais cobradas dos mutuários, sobretudo nas operações fora do FGTS.

Nesse desenho, os recursos livres tendem a ganhar espaço. A associação estima crescimento de 66% nesse tipo de funding, para R$ 51 bilhões. Já os financiamentos via poupança devem somar R$ 180 bilhões, enquanto o FGTS alcançaria R$ 145 bilhões, com ritmo mais moderado.

A liberação de cerca de R$ 38 bilhões de compulsório também entra na conta. Contudo, Ciolli alerta que o mercado enfrenta limites operacionais. Sem juros mais baixos, operar abaixo do teto de 12% definido pela política habitacional se torna inviável.

Crédito habitacional e a mudança na estrutura de funding

O desempenho de 2025 ajuda a explicar o novo equilíbrio do setor. No ano passado, as concessões cresceram 3%, totalizando R$ 324 bilhões. O avanço ocorreu apesar da retração de 13% nos financiamentos via poupança, que fecharam em R$ 156 bilhões.

Em contrapartida, os recursos livres dispararam 246%, enquanto o FGTS cresceu 9%. Para a Abecip, esse comportamento reflete tanto o ambiente de juros elevados quanto mudanças no perfil do investidor, com menor apelo da poupança entre os mais jovens.

Além disso, novas instituições financeiras ampliaram a oferta de crédito sem atuar nesse tipo de captação tradicional, reforçando a transição estrutural do mercado.

Financiamento imobiliário em 2026 sob teste macroeconômico

Ao olhar adiante, o financiamento imobiliário em 2026 surge como um termômetro da política monetária. O setor conta com mercado de trabalho aquecido e renda média em alta, mas segue limitado pelo custo do crédito, sobretudo para a classe média.

Nesse contexto, a confirmação dos cortes de juros tende a definir se o crescimento projetado será distribuído de forma mais ampla ou concentrado em nichos específicos do mercado habitacional.

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