Na quinta-feira (29/01), os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram de forma discreta, reforçando a leitura de um mercado de trabalho ainda com baixo nível de desligamentos. O Departamento do Trabalho informou 209 mil solicitações iniciais na semana encerrada em 24 de janeiro, número ajustado sazonalmente.
Embora o resultado tenha vindo acima da expectativa de 205 mil estimada por economistas consultados pela Reuters, a variação semanal foi pequena. O dado da semana anterior foi revisado para 210 mil pedidos, o que ajuda a contextualizar a oscilação recente.
Pedidos de auxílio-desemprego e a leitura imediata dos números
Os pedidos de auxílio-desemprego permanecem em patamar historicamente baixo, sinalizando que as empresas seguem cautelosas na decisão de reduzir quadros. Esse comportamento aparece mesmo diante de um ambiente de incerteza econômica, marcado por ajustes de política comercial e discussões sobre tarifas de importação.
Além disso, o período analisado incluiu o feriado de Martin Luther King Jr., fator que costuma afetar a coleta e o processamento dos dados. Analistas destacam que semanas com feriados tendem a apresentar ruídos estatísticos, exigindo leitura mais ampla da tendência.
Mercado de trabalho dos EUA sob ruídos de curto prazo
Outro elemento que entra no radar é o clima. Uma tempestade de inverno atingiu grande parte do país, com neve e temperaturas congelantes, o que pode influenciar tanto pedidos quanto contratações em setores sensíveis ao deslocamento de trabalhadores.
Apesar disso, o mercado de trabalho dos EUA mostra contraste claro: enquanto as demissões seguem contidas, as contratações avançam em ritmo mais lento. Economistas avaliam que essa combinação ajuda a explicar a ansiedade das famílias, que percebem menor dinamismo na abertura de vagas.
Pedidos de auxílio-desemprego no radar do Federal Reserve
Para o Federal Reserve, os pedidos de auxílio-desemprego integram um conjunto mais amplo de indicadores. O chair do banco central, Jerome Powell, afirmou que os dados sugerem estabilização das condições após um período de enfraquecimento gradual.
O Fed manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, sinalizando que decisões futuras dependerão da evolução do emprego, da inflação e da atividade. Nesse contexto, leituras semanais seguem relevantes, mas ganham peso quando observadas em sequência.
No curto prazo, o comportamento dos pedidos de auxílio-desemprego indica um mercado menos pressionado por desligamentos, porém ainda distante de uma aceleração consistente das admissões, mantendo a política monetária em modo de observação.











