O México ajuda Cuba ao buscar alternativas diplomáticas depois que os Estados Unidos anunciaram tarifas contra países que fornecem petróleo à ilha, na sexta-feira (30/01). A decisão americana amplia a pressão econômica sobre Havana e coloca a política externa mexicana sob escrutínio internacional.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o governo pretende preservar canais de diálogo com Washington, ao mesmo tempo em que tenta evitar um agravamento das condições sociais em Cuba. O discurso oficial associa energia, soberania e responsabilidade regional em um mesmo tabuleiro.
México ajuda Cuba no fornecimento de energia
O México ajuda Cuba ao manter exportações de petróleo e derivados mesmo diante do risco de retaliações comerciais. Segundo dados oficiais, os embarques representam cerca de 1% da produção mexicana, mas têm peso relevante para a infraestrutura cubana.
Em 2024, a estatal Gasolinas de Bienestar, ligada à Petróleos Mexicanos (Pemex), enviou mais de 20 mil barris diários de petróleo bruto à ilha. O valor total chegou a US$ 600 milhões, reforçando a dependência cubana de fornecedores externos após a retração venezuelana.
Diplomacia mexicana sob pressão tarifária
Sheinbaum sustenta que a decisão de apoiar Havana é um ato de soberania nacional. Ao mesmo tempo, reconhece que a economia mexicana mantém forte integração com os Estados Unidos, o que limita margens de manobra.
Por isso, o Itamaraty mexicano foi acionado para dialogar com o Departamento de Estado americano. A estratégia busca esclarecer o alcance da ordem executiva e reduzir impactos sobre setores sensíveis do comércio bilateral.
México ajuda Cuba e amplia debate geopolítico
O México ajuda Cuba em um cenário regional mais restrito. A Venezuela, antiga principal fornecedora, reduziu drasticamente seus envios nas últimas semanas, o que elevou o peso do México na equação energética da ilha.
No penúltimo trecho do debate, analistas avaliam que o México ajuda Cuba também para evitar instabilidade social que possa reverberar na América Latina. Energia, transporte e hospitais figuram entre os serviços mais expostos a um corte abrupto.
No fechamento, o México ajuda Cuba ao tentar conciliar pragmatismo econômico e discurso humanitário. A resposta mexicana indica que tarifas passaram a ser usadas como ferramenta política, redefinindo o equilíbrio entre comércio, diplomacia e poder na região.











