A atividade industrial da China voltou ao campo de contração em janeiro, segundo dados oficiais divulgados no sábado (31/01), ao interromper a leitura positiva registrada no fim de 2024. O resultado reacende alertas sobre o ritmo da segunda maior economia do mundo logo na abertura do ano.
O índice oficial de gerentes de compras (PMI) industrial caiu para 49,3 em janeiro, após marcar 50,1 em dezembro. O número ficou abaixo da estimativa de economistas consultados pelo The Wall Street Journal e voltou a ficar abaixo da linha de 50 pontos, que separa expansão de retração.
Atividade industrial da China e os sinais da produção
A leitura de janeiro mostra perda de fôlego em indicadores ligados à produção. O subíndice de produção recuou para 50,6, depois de ter alcançado 51,7 no mês anterior. Embora ainda acima de 50, o dado sugere desaceleração no ritmo das fábricas, em um ambiente de demanda doméstica menos firme.
Já os novos pedidos totais caíram para 49,2, reforçando a leitura de enfraquecimento do fluxo de encomendas. O comportamento indica cautela das empresas diante de condições financeiras, ajustes de estoques industriais e menor tração do consumo interno.
Além disso, a combinação entre produção em perda de força e pedidos em retração aponta para desafios no nível de atividade, mesmo após estímulos adotados ao longo de 2024.
Exportações e serviços ampliam o sinal de fraqueza
O quadro se torna mais sensível quando observados os novos pedidos de exportação, que recuaram para 47,8 em janeiro, abaixo dos 49,0 registrados no mês anterior. O dado reflete menor demanda externa, em um cenário de crescimento global moderado e ajustes nas cadeias produtivas globais.
No setor não manufatureiro, o PMI que engloba serviços e construção caiu para 49,4. O segmento de serviços marcou 49,5, enquanto a construção recuou de forma mais intensa, para 48,8, após leitura elevada em dezembro. O conjunto sugere arrefecimento disseminado da economia chinesa.
Atividade industrial da China e o início de 2025
A leitura consolidada indica que a atividade industrial da China começa 2025 sob pressão simultânea de indústria, serviços e exportações. No penúltimo trecho dos dados, a dispersão negativa entre os subíndices reforça que o enfraquecimento não ficou restrito a um único setor.
No radar de analistas, a atividade industrial da China seguirá dependente da capacidade de estímulos fiscais e monetários ganharem tração sobre o consumo e o investimento. O comportamento dos PMIs no primeiro trimestre tende a orientar expectativas sobre o crescimento ao longo do ano.











