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Incerteza econômica no Brasil sobe em janeiro com tensão externa

A incerteza econômica no Brasil avançou em janeiro, segundo a FGV, puxada por tensões geopolíticas, ruído tarifário e maior peso do noticiário internacional sobre a percepção de risco.
Incerteza econômica no Brasil segundo indicador da FGV
Indicador da FGV reflete aumento do ruído externo sobre a economia brasileira. Imagem: Canva

A incerteza econômica no Brasil ganhou força em janeiro, na sexta-feira (31/01). O avanço ocorreu após o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subir 12,6 pontos, para 117,1 pontos. Com isso, o índice voltou ao maior patamar desde abril de 2025. O resultado reflete um ambiente pressionado por fatores externos que ampliaram a percepção de risco ao longo do mês.

Além disso, na leitura das médias móveis trimestrais, o indicador também avançou, alcançando 109,7 pontos. Esse comportamento mostra que a alta não ficou restrita a um episódio isolado. Pelo contrário, ela se espalhou pelas leituras recentes. Segundo a FGV, esse padrão esteve ligado à intensificação das tensões geopolíticas e geoeconômicas globais.

Incerteza econômica no Brasil e o peso da agenda internacional

Nesse contexto, o principal vetor da alta foi o componente de Mídia. O subíndice avançou 14,7 pontos, para 122,5 pontos. Trata-se do maior nível desde novembro de 2021. Na prática, esse componente respondeu por quase todo o avanço do indicador agregado, ao adicionar 12,8 pontos ao resultado final.

A análise dos termos mais recorrentes em reportagens aponta uma relação direta com a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela. Ao mesmo tempo, a adoção de políticas tarifárias unilaterais por Washington reforçou o ambiente de tensão. Soma-se a isso o atrito diplomático com líderes europeus, após declarações envolvendo a Groenlândia, o que ampliou a instabilidade percebida no cenário global.

Como consequência, esse conjunto de fatores elevou o volume de notícias associadas a risco país, geopolítica, tarifas comerciais e política externa. Esses temas, por sua vez, tendem a influenciar a leitura dos agentes sobre a economia brasileira. Isso ocorre mesmo quando os fundamentos domésticos seguem relativamente estáveis.

Ruído informacional e leitura das expectativas

Enquanto o noticiário pressionou a incerteza econômica no Brasil, o componente de Expectativas seguiu na direção oposta. Em janeiro, o subíndice recuou 0,8 ponto, para 88,4 pontos. Com isso, registrou a quinta queda consecutiva.

Esse indicador mede a dispersão das previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas em um horizonte de 12 meses. A trajetória recente sugere menor divergência nas estimativas para inflação, juros, crescimento econômico e contas públicas. Assim, indica maior previsibilidade nesse intervalo.

Ainda segundo a FGV, episódios domésticos também entraram no radar. As crises associadas ao Banco Master influenciaram a leitura sobre a incerteza fiscal. No entanto, o impacto foi menor quando comparado aos choques externos observados no mês.

Incerteza econômica no Brasil no radar dos próximos meses

A leitura combinada dos dados indica que a incerteza econômica no Brasil segue sensível ao ambiente internacional e ao fluxo de informações. O nível elevado tende a se manter. Essa dinâmica dependerá da evolução das tensões globais e da proximidade das eleições presidenciais brasileiras.

Nesse cenário, o descompasso entre o barulho informacional e a menor dispersão das expectativas ganha relevância. No curto prazo, o noticiário pesa mais do que os fundamentos. A tendência é que a percepção de risco permaneça volátil enquanto a agenda externa continuar ditando o tom do debate econômico.

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