O investimento em publicidade no Super Bowl, um dos maiores eventos esportivos do ano que marca a final do campeonato da liga de futebol americano (NFL), alcançou um nível inédito em 2026, com grandes marcas pagando mais de US$ 10 milhões por anúncio de 30 segundos, segundo a NBCUniversal. Com isso, o valor estabelece um novo teto para o evento esportivo mais valioso da televisão americana e, ao mesmo tempo, reforça a atratividade da TV ao vivo em um ambiente marcado pela fragmentação da audiência.
Publicidade no Super Bowl e a escalada dos preços
Neste ano, o preço médio dos anúncios ficou em torno de US$ 8 milhões por 30 segundos, repetindo o patamar mais elevado já registrado. Ainda assim, um grupo restrito de marcas aceitou pagar acima desse nível para garantir presença nos intervalos mais disputados da transmissão.
Segundo Mark Marshall, presidente de publicidade global e parcerias da NBCUniversal, todo o inventário do Super Bowl foi vendido antes mesmo do início da temporada da NFL. Para o executivo, a rapidez nas vendas reflete a força atual do mercado publicitário esportivo. Sobretudo quando ancorado em eventos ao vivo com grande concentração de audiência.
Retorno ao “formato tradicional” de propaganda ganha força
A publicidade no Super Bowl passou a funcionar como termômetro de uma mudança mais ampla no comportamento das marcas. De acordo com Marshall, empresas que haviam direcionado orçamentos relevantes para streaming e redes sociais começaram, porém, a revisar essa estratégia após resultados abaixo do esperado em alcance e conversão.
Esse reposicionamento ocorre em paralelo ao avanço de planos com anúncios em plataformas de assinatura, como Netflix e Amazon Prime. Planos de assinatura mais baratos vêm com propagandas, o que, por consequência, incentivou grandes empresas a voltarem a criar campanhas pensadas para televisão. Além disso, mais de dois terços dos anunciantes do Super Bowl também estenderam suas campanhas para os Jogos Olímpicos.
Inclusive, houve um aumento de 40% no número de empresas estreando anúncios no evento, indicando renovação do interesse pelo formato.
Publicidade no Super Bowl e a disputa criativa
No conteúdo das campanhas, o humor voltou a ocupar espaço central. Segundo Marshall, o tom mais leve funciona como contraponto ao ambiente social mais sério nos Estados Unidos. O que, portanto, ajuda a capturar atenção em um intervalo altamente competitivo.
Marcas como Instacart, Pepsi, Squarespace e Kellogg’s divulgaram prévias antes do jogo, com forte presença de celebridades. Essa antecipação, inclusive, reforça o Super Bowl como uma das principais vitrines criativas da indústria publicitária.
Ao final, a publicidade no Super Bowl reafirma seu papel como um dos raros eventos capazes de justificar investimentos milionários em mídia tradicional. Em um cenário de dispersão de audiência e preferência por plataformas digitais, a TV ao vivo volta, portanto, a ocupar posição central nas decisões das grandes marcas.



