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Emissão de títulos do Brasil garante US$ 4,5 bilhões no mercado externo

A emissão de títulos do Brasil garantiu US$ 4,5 bilhões no mercado internacional, reforçando a estratégia do Tesouro de ampliar a liquidez da dívida em dólar e diversificar o financiamento externo.
Emissão de títulos do Brasil no mercado internacional
Tesouro Nacional realizou emissão de títulos do Brasil em dólar no mercado externo. Imagem: Canva

A emissão de títulos do Brasil no mercado internacional rendeu ao Tesouro Nacional uma captação de US$ 4,5 bilhões nesta segunda-feira (09/02), marcando a primeira operação externa do governo em 2026. A oferta incluiu papéis com prazos distintos e foi realizada em dólar, em linha com a estratégia de financiamento antecipado da dívida pública.

Do total captado, US$ 3,5 bilhões vieram de títulos com vencimento em 2036, enquanto US$ 1 bilhão correspondeu à reabertura do Global 2056, com prazo de 30 anos. Segundo informações divulgadas pelo IFR, a operação foi concluída em um único dia, com forte demanda de investidores estrangeiros.

Emissão de títulos do Brasil e as condições financeiras

Na tranche de dez anos, o retorno oferecido ao investidor ficou em 6,40% ao ano. Já no papel de prazo mais longo, a taxa chegou a 7,30% ao ano. A diferença reflete o prêmio exigido para prazos estendidos em um cenário internacional ainda marcado por juros elevados.

A operação foi coordenada por HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo. A presença de bancos globais reforça o acesso do Brasil a uma base diversificada de investidores institucionais, sobretudo fundos especializados em dívida soberana de mercados emergentes.

Estratégia do Tesouro no mercado externo

Em nota divulgada pela manhã, o Tesouro Nacional afirmou que a emissão de títulos do Brasil busca dar liquidez à curva de juros soberana em dólar. O objetivo é criar referências claras de preços para empresas brasileiras que pretendem captar recursos no exterior.

Além disso, a operação antecipa o financiamento de vencimentos futuros em moeda estrangeira. Essa abordagem permite ao governo diluir riscos ao longo do tempo e reduzir a concentração de pagamentos em anos específicos, segundo a estratégia oficial da pasta.

Emissão de títulos do Brasil e gestão da dívida

A última emissão externa havia ocorrido em novembro, quando o Tesouro captou US$ 2,25 bilhões com papéis de médio prazo. Desde então, o governo sinalizou que pretende ampliar de forma gradual sua atuação nos mercados internacionais, inclusive com emissões em euros e iuanes.

Atualmente, os títulos cambiais representam 3,8% do estoque da dívida pública, dado fechado em 2025. Pelos planos oficiais, essa participação deve alcançar 7% no longo prazo. A emissão de títulos do Brasil, nesse contexto, funciona como instrumento central para diversificar fontes de financiamento e ampliar a previsibilidade da política de dívida.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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