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Demissões na Converse entram no radar da Nike após queda nas vendas

As demissões na Converse fazem parte da reestruturação da Nike após queda de 30% nas vendas da marca. Fundada em 1908 e adquirida pela Nike em 2003, a Converse enfrenta ajustes de liderança, custos e estratégia diante da desaceleração do mercado. Continue lendo e saiba mais.

As demissões na Converse, fabricante dos famosos tênis All Star, entraram no centro da reestruturação conduzida pela Nike após a marca registrar queda de 30% nas vendas no último trimestre. Funcionários foram orientados a trabalhar remotamente antes de desligamentos e mudanças organizacionais, segundo memorandos internos obtidos por fontes.

A Converse informou que parte da equipe será realocada para novas funções, enquanto outras posições serão eliminadas. Em mensagem aos funcionários, o CEO da marca, Aaron Cain, afirmou que a empresa precisou tomar “decisões difíceis”, incluindo a saída de colegas. Apesar disso, a empresa ainda não detalhou o número de vagas afetadas, e a Nike não comentou o plano até o momento.

As demissões na Converse ocorre em meio à estratégia do CEO da Nike, Elliott Hill, que assumiu o comando em dezembro de 2024 com a missão de reorganizar o portfólio da companhia diante da desaceleração nas vendas globais de calçados e ações pouco estáveis da empresa. No mercado financeiro, as ações da Nike recuaram mais de 2% no pregão de segunda-feira (09/02).

Demissões na Converse e o peso do histórico da marca

Fundada em 1908, nos Estados Unidos, a Converse construiu sua identidade a partir do tênis Chuck Taylor All Star, que se tornou símbolo cultural e esportivo ao longo do século XX. Em 2003, a Nike adquiriu a empresa por cerca de US$ 305 milhões, incorporando a marca ao seu portfólio como subsidiária.

Desde então, a Converse manteve forte dependência do Chuck Taylor. As tentativas de ampliar a presença em outros estilos e categorias não ganharam tração suficiente. Por conta disso, os resultados recentes, considerados fracos, entraram sob forte pressão e levaram à recente onda de demissões na Converse. Além disso, Cain já havia comunicado a saída de executivos sêniores, reforçando a reconfiguração da liderança.

Principais dados do ajuste

  • Queda de 30% nas vendas no último trimestre
  • Demissões confirmadas, sem número divulgado
  • Saída de executivos seniores da Converse
  • Reunião geral com funcionários prevista para este mês
  • Nike realizou cortes em centros de distribuição e no quadro corporativo

No curto prazo, as demissões na Converse reforçam o esforço da controladora para ajustar custos e reposicionar marcas em um cenário de demanda mais fraca. Portanto, resta ver se trarão os resultados positivos esperados.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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