O lucro da TIM Brasil alcançou quase R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre do ano passado. É um crescimento de 27,9% na comparação anual, apoiado por disciplina financeira e expansão seletiva da operação. A receita líquida da operadora somou R$ 6,9 bilhões entre outubro e dezembro, avanço de 4,4%, refletindo aumento dos serviços e maior eficiência operacional.
No acumulado do ano, o lucro da TIM Brasil chegou a R$ 4,3 bilhões, um salto de 37,4% em relação ao resultado de 2024. O desempenho ocorreu mesmo com investimentos estáveis, estratégia que preservou a geração de caixa e ampliou a rentabilidade em um cenário competitivo no setor de telecomunicações.
Lucro da TIM e eficiência operacional
O Ebitda normalizado atingiu R$ 3,7 bilhões no trimestre, alta de 9,7% em base anual. A margem Ebitda chegou a 53,1%, o nível mais alto já registrado pela companhia, com ganho de 2,6 pontos percentuais. O resultado indica maior controle de custos e melhor aproveitamento da base de receitas.
A receita de serviços da TIM, que inclui operações móveis e fixas, totalizou R$ 6,7 bilhões no período, com avanço de 5,1%. Mesmo com leve retração na base de clientes móveis, a empresa conseguiu elevar o tíquete médio e preservar a rentabilidade, reforçando a consistência do lucro da TIM no curto prazo.
Desempenho financeiro e estratégia de investimentos
Os investimentos somaram R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre, queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para 2025, o capex permaneceu praticamente estável em R$ 4,5 bilhões. Em abril do ano passado, a companhia anunciou um aporte de R$ 1 bilhão para ampliar a cobertura 4G e 5G no Estado de São Paulo.
Mesmo com essa postura cautelosa, a TIM encerrou o ano na liderança de cobertura 5G, alcançando 1.089 cidades, acima da Vivo, com 716, e da Claro, com 510. A estratégia priorizou retorno sobre capital e sustentação do lucro, sem acelerar gastos de forma desordenada da TIM.
Lucro da TIM e expansão em fibra
Na banda larga por fibra óptica, a TIM voltou a registrar crescimento. A base do TIM Ultrafibra subiu 7,6% nos últimos três meses do ano, chegando a 850 mil conexões. A receita do segmento avançou de R$ 224 milhões para R$ 238 milhões na comparação anual.
O desempenho da fibra contrasta com a leve queda da base móvel, que fechou o ano em 61,9 milhões de acessos. No mercado celular, o market share da operadora recuou de 23,9% no quarto trimestre de 2023 para 22,9% no fim do ano passado. Ainda assim, a combinação de serviços, rede avançada e controle financeiro mantém o lucro da TIM Brasil como um dos principais indicadores de solidez no setor.





