Lucro da XP sobe 10% no 4º trimestre e margem avança ao maior nível recente

O lucro da XP cresceu 10%, com expansão de margens, ativos trilionários e forte avanço do banco de atacado, consolidando a estratégia de diversificação da companhia.
Imagem de um telão com a logo da XP para ilustrar uma matéria jornalística sobre o Lucro da XP.
(Imagem: divulgação/XP)

O lucro da XP atingiu R$ 1,33 bilhão no quarto trimestre de 2025, avanço de 10% em relação ao período do ano anterior. O resultado foi divulgado na quarta-feira (11) e consolida um ano em que a companhia acumulou R$ 5,2 bilhões de lucro líquido, alta de 15% em 2025.

Além do ganho no resultado final, a XP reportou EBT ajustado de R$ 1,55 bilhão no trimestre, expansão de 20%, com margem de 31,3%. A rentabilidade medida pelo ROAE ficou em 23,9%, refletindo melhora operacional e maior diversificação de receitas.

Lucro da XP e avanço operacional

O desempenho do lucro XP ocorre em paralelo à expansão dos ativos totais de clientes, que alcançaram R$ 2,08 trilhões, crescimento anual de 22%. Apenas no varejo, a captação líquida somou R$ 20 bilhões no trimestre, reforçando a base de investidores pessoa física.

Em janeiro, a companhia informou ter superado R$ 1,5 trilhão em ativos sob custódia, marco associado à evolução da base de clientes. Segundo a XP, o resultado reflete a composição mais qualificada de carteiras e o modelo agnóstico de atendimento, que permite diferentes formatos de remuneração ao assessor.

A receita bruta avançou 12% no trimestre, para R$ 5,3 bilhões, impulsionada por maior peso de fundos, renda fixa e novas verticais. No acumulado do ano, o faturamento superou R$ 19,5 bilhões.

Expansão de rentabilidade e novas verticais

No varejo, a receita atingiu R$ 3,86 bilhões, alta de 8%. Produtos como seguros de vida somaram R$ 502 milhões, crescimento de 25%, enquanto o volume transacionado em cartões chegou a R$ 14,6 bilhões, acima da média histórica da indústria para o período.

A vertical de previdência privada movimentou R$ 95 bilhões, com avanço de 17%. Já áreas como câmbio, investimentos globais e consórcio cresceram 21% na comparação anual, ampliando o leque de receitas recorrentes.

O Banco de Atacado foi o destaque do trimestre. A receita alcançou R$ 895 milhões, alta de 49%, puxada por forte atividade de DCM (Debt Capital Markets). Victor Mansur, CFO da XP Inc., afirmou que a expansão da margem EBT decorre de disciplina na alocação de capital e ganhos de eficiência operacional.

XP e estratégia de capital

O lucro da XP consolida um ciclo em que a empresa combina crescimento de ativos com expansão de margens. A estrutura de capital foi mantida em patamar considerado robusto pela administração, com foco em sustentar rentabilidade.

Em um ambiente de maior competição entre plataformas digitais e bancos tradicionais, a diversificação entre varejo, novas verticais e atacado reforça o posicionamento da companhia no mercado de serviços financeiros, gestão patrimonial e banco de investimento.

O avanço do lucro da XP indica que a estratégia de ampliar fontes de receita e fortalecer o ecossistema financeiro pode sustentar crescimento mesmo diante de ciclos mais desafiadores no crédito e no mercado de capitais.

Foto de Marconi Bernardino

Marconi Bernardino

Marconi Bernardino é jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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