O IPO do Agibank colocou o fundador Marciano Testa no radar global nesta semana, após a estreia da fintech na Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos. Mesmo com queda de cerca de 10% no primeiro pregão, o fechamento a US$ 10,75 levou a participação de 63% do executivo a um valor estimado em US$ 1,1 bilhão, sendo assim, o dono do banco entra na lista dos bilionários do Brasil..
A oferta do Agibank levantou aproximadamente US$ 240 milhões com ações classe A vendidas a US$ 12 cada. No entanto, a companhia reduziu preço e volume de papéis na reta final, o que pressionou a cotação no primeiro dia.
IPO do Agibank e a estrutura de controle
O montante levantado na oferta não reflete o valor total da instituição financeira no mercado. Considerando o preço de fechamento de US$ 10,75, a participação de 63% do fundador alcança cerca de US$ 1,1 bilhão.
Grande parte dessa fatia está concentrada em ações classe B, que não são negociadas em bolsa e reúnem praticamente todo o poder de voto. Embora esses papéis tenham baixa liquidez, a estrutura garante a manutenção do controle societário nas mãos de Marciano Testa
Listagem internacional de fintech brasileira
A abertura de capital marca a segunda empresa brasileira a acessar o mercado americano desde 2021. Em janeiro, o PicPay também listou ações na Nasdaq. Antes disso, o último grande IPO havia sido o do Nubank.
Analistas avaliam que a nova emissão pode indicar reativação da janela para companhias brasileiras no exterior, embora alertem que o ambiente ainda depende das condições globais de juros e apetite por risco.
O Agibank opera um modelo híbrido que combina plataforma digital, mais de 1 mil pontos físicos e foco em crédito consignado para aposentados. Atualmente, soma 6,4 milhões de clientes ativos, com parcelas descontadas diretamente de benefícios do INSS.
IPO do Agibank e o novo ciclo de ofertas
Apesar da redução na fatia após a oferta, Marciano Testa manteve o comando por meio de ações especiais. Essa estrutura preserva o poder de decisão estratégica mesmo com capital pulverizado entre investidores internacionais.
O oferta do Agibank ocorre em um cenário de maior seletividade no mercado de capitais. Bancos de investimento monitoram o desempenho das primeiras listagens do ano para avaliar a viabilidade de novas operações. Se houver estabilidade nas cotações e demanda consistente, o fluxo de IPO do Agibank pode servir como referência para outras fintechs brasileiras que estudam acessar Nova York.





