A Usiminas registrou um lucro líquido de R$ 129 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 117 milhões no mesmo período de 2024. O dado, divulgado com o balanço anual, contrasta com o resultado acumulado do ano, que terminou com perda de R$ 2,9 bilhões.
No intervalo entre outubro e dezembro, a Usiminas conseguiu estabilizar o desempenho operacional, embora sob pressão na siderurgia, enquanto a mineração ajudou a compensar parte da retração. Ainda assim, o cenário anual revela um ambiente desafiador para a produtora de aço.
Lucro da Usiminas e o retrato operacional
O Ebitda ajustado somou R$ 417 milhões no trimestre, recuo de 19% na comparação anual e praticamente alinhado ao consenso do mercado, que estimava R$ 418 milhões. A margem Ebitda ficou em 7%, queda de 1,2 ponto percentual.
A receita líquida atingiu R$ 6,175 bilhões, retração de 5% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A redução reflete principalmente o desempenho mais fraco da divisão de aço, enquanto a extração de minério amenizou parte da pressão sobre o caixa operacional.
Estrutura financeira e desalavancagem
Apesar do prejuízo acumulado em 2025, a estrutura de capital apresentou melhora. Em dezembro, a companhia reportou caixa líquido de R$ 444 milhões, revertendo a posição de dívida líquida de R$ 937 milhões registrada um ano antes.
O indicador de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em -0,22 vez. Houve redução de 0,81 ponto percentual na comparação anual, sinalizando ajuste relevante na estrutura de capital e maior folga no balanço.
O lucro da Usiminas diante do resultado anual
No acumulado de 2025, o prejuízo da Usiminas de R$ 2,9 bilhões contrasta com o lucro de R$ 3 milhões obtido em 2024. O desempenho reflete um ambiente operacional mais pressionado e menor geração de valor no ciclo anual.
Por outro lado, o resultado financeiro líquido foi negativo em apenas R$ 9 milhões no quarto trimestre, redução de 87,8% nas perdas financeiras ante o mesmo período anterior. Esse dado reforça que a Usiminas encerrou o ano com sinais de ajuste no balanço, embora o desafio estrutural permaneça na recomposição de margens e na consistência da rentabilidade.
A trajetória da Usiminas indica que a companhia conseguiu reorganizar sua posição financeira, mas o desempenho anual coloca pressão sobre eficiência operacional e estratégia comercial em um setor sensível ao ciclo industrial e à demanda por aço.





