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Liquidação do Banco Pleno não afeta contratos de quem possui consignado do Credcesta

Após liquidação do Banco Pleno, o consignado do Credcesta continua válido, com desconto em folha mantido. Mudança atinge gestão da carteira, não os contratos.
Cartão do Credcesta, cujo consignado do Credcesta segue após liquidação do Banco Pleno
Cartão consignado do Credcesta segue com desconto em folha após liquidação do Banco Pleno. (Foto: Divulgação/Credcesta)

O consignado do Credcesta segue com desconto em folha mesmo após o Banco Central decretar, na quarta-feira (02/18), a liquidação do Banco Pleno. A decisão retira a gestão da instituição, mas não altera os contratos já firmados com os servidores.

Na prática, o Banco Pleno deixa de operar como banco, porém os contratos de crédito consignado que operava continuam válidos. Portanto, parcelas, taxa de juros e prazo permanecem os mesmos, salvo eventual renegociação formal.

O que acontece com o consignado do Credcesta

Quem mantém o consignado do Credcesta não terá suspensão automática das cobranças. O desconto em folha permanece ativo, pois a liquidação não extingue as obrigações assumidas em contrato.

Além disso, a administração das carteiras passa ao liquidante nomeado pelo Banco Central. Caso ocorra cessão de crédito para outra instituição, o servidor deve ser comunicado formalmente sobre a nova titularidade.

O Credcesta é estruturado como um cartão de benefício consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. Na prática, opera na bandeira Visa e permite compras e saques, com pagamento mínimo descontado diretamente na folha. O Banco Master desenvolveu a operação em parceria com o Credcesta, enquanto o Banco Pleno concentrou a estrutura responsável pelas novas origens de crédito.

Estrutura do crédito consignado após a liquidação

No caso do consignado do Credcesta, o arranjo societário separava o estoque de contratos já originados das novas concessões. O Banco Master operava parte das carteiras, enquanto o Banco Pleno concentrava a formalização de novos contratos em estados e municípios.

Segundo apuração com fontes a par do tema, o Banco Pleno detinha parte dos créditos vinculados ao produto e tinha como principal ativo uma carteira de FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais) estimada em cerca de R$ 2,5 bilhões.

A receita formada pelas parcelas pagas pelos tomadores compõe o fluxo financeiro da massa em liquidação. Assim, o ativo continua gerando caixa, ainda que sob nova administração.

Consignado do Credcesta exige atenção contra fraudes

Embora o consignado do Credcesta siga normalmente, especialistas alertam para aumento de tentativas de fraude em períodos de transição institucional. O cliente deve confirmar ofertas de “quitação com desconto imediato” ou pedidos de atualização cadastral exclusivamente pelos canais oficiais indicados pelo liquidante ou pela instituição que eventualmente assumir a carteira.

O cenário reforça que o consignado do Credcesta permanece como ativo financeiro válido, mas exige atenção redobrada do consumidor diante de abordagens suspeitas.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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