A greve geral na Argentina deixou trens e metrô sem circulação na Argentina nesta quinta-feira (19/02), com a adesão quase total do setor de transporte público à convocação da Confederação Geral do Trabalho (CGT). Além disso, poucos ônibus operaram nas primeiras horas do dia, reduzindo drasticamente a mobilidade em Buenos Aires e em outras grandes cidades.
A paralisação de 24 horas ocorre no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados debate e vota a reforma trabalhista, já aprovada pelo Senado argentino. Centrais sindicais organizaram a mobilização para coincidir com a sessão legislativa.
Greve geral na Argentina paralisa transporte urbano
A adesão das categorias ferroviárias e metroviárias interrompeu completamente os serviços. Como resultado, estações amanheceram vazias e a circulação urbana ficou restrita a um número reduzido de linhas de ônibus. O movimento, inclusive, acompanha a greve no setor marítimo, que interrompeu atividades por 48h.
Outros sindicatos relevantes acompanharam a decisão da CGT, ampliando o alcance da paralisação nacional. Há previsão de manifestações nas ruas ao longo do dia, enquanto o governo acionou o protocolo antipiquetes para evitar bloqueios nas imediações do Congresso Nacional.
Suspensão aérea acompanha paralisação nacional
A greve geral também alcançou o setor aéreo da Argentina. A companhia aérea Aerolíneas Argentinas suspendeu 255 voos nesta quinta-feira, a maior parte domésticos, após adesão de categorias vinculadas à operação. Segundo a companhia, 31 mil passageiros foram afetados.
A empresa estima perdas próximas de US$ 3 milhões com os cancelamentos. A interrupção reforça a dimensão econômica da paralisação nacional, que ultrapassa o transporte urbano e alcança infraestrutura estratégica.
Greve geral na Argentina coincide com votação da reforma
No Congresso, os deputados analisam o texto que altera regras de licença médica e o cálculo de férias, entre outros pontos. O governo espera nova aprovação, mas admite que mudanças em determinados artigos podem levar o projeto de volta ao Senado argentino.
A greve geral na Argentina amplia a pressão política sobre a tramitação legislativa ao combinar mobilização sindical coordenada pela Confederação Geral do Trabalho, adesão ampla no transporte público e impacto direto na aviação comercial. Em um cenário de disputa em torno das regras trabalhistas, o desfecho da votação indicará o alcance efetivo da estratégia sindical sobre o processo legislativo.





