Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez uma ameaça contra a Netflix ao exigir a demissão de Susan Rice do conselho da empresa e afirmar que a plataforma deve “arcar com as consequências”. A declaração, publicada na Truth Social, ocorre em meio à disputa de US$ 83 bilhões pela Warner Bros Discovery e recoloca a política no centro de uma negociação que depende de aval federal.
O presidente não detalhou quais medidas poderiam atingir a Netflix, mas já criticou emissoras por conteúdos editoriais e aliados seus mencionaram possíveis ações regulatórias. A operação envolvendo a Warner exige aprovação de órgãos federais, o que amplia o peso institucional da declaração.
Trump ameaça Netflix em meio a megafusão
A ofensiva ocorre enquanto a Netflix tenta consolidar acordo bilionário para adquirir a Warner Bros Discovery, dona de franquias como Harry Potter, Friends e do serviço HBO Max. A proposta de US$ 83 bilhões enfrenta concorrência da Paramount/Skydance, financiada por Larry Ellison.
A Warner concedeu prazo até segunda-feira para a apresentação de uma “melhor e última” oferta rival. O desfecho definirá o controle de ativos estratégicos da indústria do streaming global, incluindo séries como Game of Thrones e The White Lotus, que sustentam receitas recorrentes e ampliam base de assinantes.
Disputa bilionária sob risco regulatório
O episódio se conecta às declarações de Susan Rice, que afirmou em podcast que democratas poderiam adotar uma “agenda de responsabilização” contra empresas vistas como alinhadas a Donald Trump. Ela também recomendou que companhias preservem documentos e se preparem para intimações.
Após essas falas, Trump realizou a ameaça contra a Netflix publicamente e classificou Rice como “operadora política”. A influenciadora Laura Loomer pressionou o presidente nas redes sociais, segundo o Financial Times, ampliando a repercussão política da negociação.
A dúvida sobre as regras aumenta porque a negociação precisa ser aprovada por órgãos do governo, incluindo a supervisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC). O presidente da agência, Brendan Carr, já sinalizou postura dura contra empresas de mídia em outras ocasiões.
Ameaça contra a Netflix e o futuro da operação
Para analistas de mercado, a retórica presidencial aumenta a volatilidade ao processo de aquisição corporativa e pode afetar o cronograma de avaliação antitruste. A consolidação no setor de entretenimento envolve não apenas valuation, mas também governança corporativa, licenciamento de conteúdo e regras de concorrência.
Enquanto a Paramount tenta superar a oferta acordada com a Netflix, investidores monitoram riscos políticos e o ambiente regulatório em Washington. Nesse cenário, a ameaça de Donald Trump contra a Netflix, transforma uma disputa empresarial em teste direto sobre os limites entre poder político e negócios privados.





