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HP reduz projeções para 2026 diante de custos maiores de chips de memória

HP reduz projeções para 2026 e indica resultado no piso do guidance após alta nos custos de memória. Mesmo com receita acima do esperado no trimestre, a empresa ajusta estimativas diante da pressão de semicondutores e da demanda por IA. Saiba mais.
HP reduz projeções após alta no custo de memória
Revisão do guidance da HP para 2026 reflete pressão de custos na cadeia global de semicondutores. (Foto: Reprodução)

A empresa de computadores HP informou que reduz projeções para o ano fiscal de 2026 após enfrentar aumento nos custos de chips de memória, pressionados pela demanda de inteligência artificial em data centers. Na terça-feira (24/02), a companhia informou que os resultados devem ficar próximos do piso do guidance anual divulgado anteriormente.

A fabricante de computadores e impressoras já havia projetado lucro ajustado por ação (non-GAAP EPS) entre US$ 2,90 e US$ 3,20 para o exercício fiscal de 2026. Agora, segundo comunicado ao mercado, a expectativa é que o desempenho se concentre na faixa inferior desse intervalo.

HP reduz projeções e revisa guidance anual

Antes da pressão adicional de custos, analistas consultados pela FactSet estimavam lucro médio de aproximadamente US$ 2,99 por ação para o período. A diferença entre o consenso e o piso da projeção amplia a cautela do mercado em relação às margens da empresa.

Para o trimestre atual, a empresa espera lucro ajustado entre US$ 0,70 e US$ 0,76 por ação, abaixo da faixa anterior de US$ 0,73 a US$ 0,81 projetada antes da divulgação dos resultados. O consenso apontava US$ 0,74 por ação, segundo dados compilados por serviços financeiros. Portanto, justificando o fato de que HP reduz suas projeções para o ano.

Além do lucro por ação, a HP manteve anteriormente projeção de fluxo de caixa livre entre US$ 2,8 bilhões e US$ 3,0 bilhões para 2026, indicador relevante para avaliar geração de caixa e capacidade de retorno ao acionista.

Custos de semicondutores pressionam margens

O aumento no preço dos chips de memória decorre da expansão acelerada de investimentos em infraestrutura de inteligência artificial. A maior demanda por capacidade de processamento em data centers elevou o valor de componentes essenciais para notebooks e desktops.

Diante desse cenário, a HP reduz suas projeções e também anunciou medidas para proteger a rentabilidade. Entre elas estão o reajuste de preços de computadores e a busca por fornecedores de menor custo. Além disso, outra medida apontada é a redução das configurações de memória em alguns modelos.

Esse ajuste na oferta reflete uma estratégia de preservação de margem em meio à escalada do custo de semicondutores. Algo que, inclusive, também afeta todo o setor de tecnologia.

HP reduz projeções mesmo com receita acima do esperado

Apesar da revisão nas expectativas, o primeiro trimestre fiscal apresentou indicadores mistos. A receita avançou 6,9%, totalizando US$ 14,44 bilhões, acima da estimativa de US$ 13,94 bilhões.

O lucro líquido somou US$ 545 milhões, ou US$ 0,58 por ação, ante US$ 565 milhões, ou US$ 0,59 por ação, no mesmo período do ano anterior. Já o lucro ajustado atingiu US$ 0,81 por ação, superando a estimativa de US$ 0,77.

Ainda assim, quando a HP reduz projeções, o mercado tende a priorizar a perspectiva futura sobre o desempenho passado. O comportamento dos preços de memória e a evolução da demanda por equipamentos corporativos devem definir o ritmo de recuperação das margens ao longo do exercício fiscal.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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