Anúncio SST SESI

Ações de grandes bancos sobem após decisão do BC sobre aportes ao FGC

As ações de bancos subiram após o Banco Central permitir que instituições deduzam aportes antecipados ao FGC dos compulsórios. A medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões em liquidez ao sistema financeiro em 2026 e reduziu preocupações do mercado. Saiba mais.
ações de bancos sobem após decisão do BC sobre FGC
Papéis do Itaú Unibanco e grandes bancos brasileiros avançaram após decisão do Banco Central sobre dedução de aportes ao FGC.

Ações dos bancos Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander registraram alta nesta quarta-feira (04/03) após o Banco Central autorizar instituições financeiras a descontarem dos depósitos compulsórios os valores antecipados ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A decisão foi anunciada na noite de terça-feira e passou a influenciar o pregão logo nas primeiras horas.

Por volta das 11h35, papéis de Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) avançavam perto de 2%. Pouco tempo depois, perto das 12h, os ganhos diminuíram e se estabilizaram ao redor de 1%, ainda refletindo a leitura positiva do mercado para o ajuste regulatório.

Ações de bancos reagem à mudança nos compulsórios

A autorização permite que instituições financeiras deduzam dos depósitos compulsórios, reservas obrigatórias mantidas no Banco Central. Trata-se, portanto, dos valores que os bancos precisam antecipar ao FGC

Segundo o BC, a medida deve liberar cerca de R$ 30 bilhões em liquidez em 2026, ao suavizar o efeito da antecipação das contribuições ao fundo. Em nota, a autarquia afirmou que a decisão busca “neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário”.

Além disso, os bancos terão discricionariedade para distribuir a dedução entre compulsórios incidentes sobre depósitos à vista ou a prazo. Essa flexibilidade operacional tende a facilitar o ajuste de caixa das instituições.

Recomposição do patrimônio do Fundo Garantidor de Crédito

O FGC determinou a antecipação das contribuições em fevereiro. O objetivo é recompor o patrimônio do fundo após pagamentos bilionários a correntistas do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central no final de 2025.

Pelo cronograma definido pelo fundo, os participantes terão 84 meses de antecipação das contribuições ordinárias, com prazo que se estende até 2028. O mecanismo busca restaurar a capacidade financeira do fundo de seguro bancário.

Analistas do UBS BB avaliaram que o uso das reservas obrigatórias para compensar o aporte reduz de forma relevante o peso da medida para as instituições. Segundo o banco, a autorização do BC “praticamente elimina os custos de reconstituição do fundo de seguros”.

Ações de bancos e efeitos para o sistema financeiro

Na avaliação de analistas de mercado, a decisão do BC reduz pressões imediatas sobre o caixa das instituições. E, além disso, ajuda a preservar a liquidez bancária em um momento de maior cautela nos mercados globais.

Além disso, a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito é considerada relevante para a segurança do sistema financeiro, já que o fundo garante depósitos e aplicações de clientes até limites definidos em caso de quebra de instituições.

Nesse contexto, ações de bancos tendem a reagir rapidamente a mudanças regulatórias que afetam custos, capital ou liquidez das instituições. Portanto, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade do setor.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp