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Dinheiro esquecido em bancos: brasileiros têm mais de R$ 10 bi no sistema financeiro

Mais de R$ 10 bilhões em dinheiro esquecido em bancos ainda podem ser resgatados por brasileiros. Veja como consultar valores no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Saiba mais.
dinheiro esquecido em bancos no sistema do Banco Central
Sistema do Banco Central mostra bilhões ainda disponíveis para resgate no dinheiro esquecido em bancos. (Foto: Reprodução)

A soma total do dinheiro esquecido em bancos é de cerca de R$ 10,5 bilhões no sistema financeiro brasileiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (10/03). Os recursos permanecem disponíveis para 54,6 milhões de pessoas e empresas, que ainda não solicitaram o resgate pelo Sistema de Valores a Receber (SVR).

Embora o sistema já tenha devolvido bilhões aos correntistas, grande parte dos valores segue parada em contas antigas, cooperativas de crédito e instituições financeiras. Desde a criação da plataforma em 2022, o Banco Central já devolveu R$ 13,76 bilhões a clientes bancários por meio do sistema.

Dinheiro esquecido em bancos: quanto ainda pode ser resgatado

Os dados do Banco Central do Brasil indicam que o montante disponível está dividido entre pessoas físicas e empresas. Do total ainda disponível para retirada, a maior parcela pertence a cidadãos.

Entre os números referentes ao dinheiro esquecido em bancos divulgados pela autoridade monetária estão:

  • R$ 8,1 bilhões disponíveis para pessoas físicas
  • R$ 2,4 bilhões pertencentes a empresas
  • R$ 403,29 milhões sacados apenas em janeiro

Apesar do volume elevado, a maioria dos beneficiários possui quantias relativamente pequenas. Segundo o Banco Central, cerca de 64,57% das pessoas têm valores de até R$ 10 disponíveis para saque.

Consulta de valores esquecidos no sistema financeiro

O Sistema de Valores a Receber, mantido pelo Banco Central, permite que qualquer cidadão consulte se possui recursos esquecidos em bancos, consórcios, corretoras ou cooperativas. Além disso, o cidadão pode verificar a existência de valores informando o CPF e a data de nascimento ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, inclusive no caso de companhias já encerradas.

Caso exista algum valor disponível, o cidadão poderá acessar o sistema completo utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro, com verificação em duas etapas, medida que reforça a segurança do processo.

Inclusive, entre as origens mais comuns do dinheiro esquecido em bancos disponíveis para devolução, segundo o Banco Central, são:

  • Contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • Tarifas cobradas indevidamente;
  • Recursos de consórcios encerrados;
  • Cotas de cooperativas de crédito;
  • Contas de pagamento ou corretoras encerradas.

Dinheiro esquecido em bancos e alerta sobre golpes

O Banco Central também reforça que o dinheiro esquecido em bancos pode atrair tentativas de fraude. Golpistas costumam criar páginas falsas ou enviar mensagens prometendo acesso rápido aos valores.

Segundo o BC, toda consulta e solicitação de resgate devem ser feitas apenas pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber. A instituição ressalta que o serviço é gratuito e que não envia links por WhatsApp, SMS ou e-mail para tratar do tema.

A autarquia também alerta que nenhum funcionário solicita senhas ou códigos fora da plataforma oficial. Caso o cidadão tenha direito a valores, o crédito é realizado diretamente pela instituição financeira responsável.

Com bilhões ainda disponíveis e milhões de beneficiários, o dinheiro esquecido em bancos, o Sistema de Valores a receber (SVR) permanece como um dos maiores programas de devolução de recursos do sistema financeiro brasileiro. Ampliando, assim, a transparência sobre valores que antes permaneciam parados nas instituições.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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