Orçamento da Copa do Mundo 2026 sofre cortes milionários enquanto Fifa projeta receitas recordes

O orçamento da Copa do Mundo 2026 entrou em revisão após a Fifa cortar mais de US$ 100 milhões em despesas operacionais, enquanto projeta receitas superiores a US$ 11 bilhões para o torneio que será disputado nos EUA, Canadá e México. Saiba mais.
orçamento da Copa do Mundo 2026 em debate com estádios do Mundial nos EUA
Revisão do orçamento da Copa do Mundo 2026 ocorre enquanto a Fifa projeta receitas recordes para o torneio nos Estados Unidos, Canadá e México. (Foto: Divulgação/FIFA)

O orçamento da Copa do Mundo 2026 entrou em revisão nesta semana após a Fifa reduzir mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões) nas despesas operacionais previstas para o torneio que será disputado entre junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A informação foi revelada pelo portal The Athletic, que relatou pressão interna por maior eficiência administrativa dentro da entidade.

Apesar dos cortes, a organização projeta números financeiros inéditos para o campeonato. Em entrevista à CNBC, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a competição pode gerar mais de US$ 11 bilhões em receitas, valor que colocaria o torneio entre os eventos esportivos mais lucrativos já realizados.

Orçamento da Copa do Mundo 2026 e revisão de despesas

A revisão do orçamento da Copa do Mundo 2026 ocorre após a Fifa divulgar, em relatório anual de 2024, estimativa de US$ 1,12 bilhão (cerca de R$ 5,8 bilhões) em despesas operacionais para a organização do torneio. Esse montante cobre serviços logísticos, infraestrutura de eventos e estrutura técnica necessária para a competição.

Entre os principais gastos previstos estavam:

  • US$ 280 milhões (cerca de R$ 1,46 bilhão) destinados a serviços técnicos e estrutura de transmissão
  • US$ 159 milhões (cerca de R$ 827 milhões) para transporte de equipes, autoridades e logística de eventos
  • US$ 145 milhões (cerca de R$ 754 milhões) reservados para segurança operacional
  • US$ 79 milhões (cerca de R$ 411 milhões) para gestão de convidados e hospitalidade

Segundo fontes, departamentos ligados à segurança, logística, acessibilidade e proteção de eventos receberam orientação para reduzir custos operacionais. A entidade afirma que revisões desse tipo são comuns na preparação de grandes competições esportivas.

Custos do Mundial e modelo financeiro da entidade

Embora parte das despesas esteja sendo ajustada no orçamento da Copa do Mundo 2026, o planejamento financeiro do ciclo 2023-2026 indica que a Fifa espera arrecadar US$ 12,9 bilhões no período. A organização afirma que pretende reinvestir cerca de US$ 11,67 bilhões em projetos ligados ao desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.

Autoridades de algumas cidades-sede do torneio passaram a questionar esse modelo financeiro. Pelos acordos assinados nos Estados Unidos, a Fifa concentra receitas provenientes de ingressos, direitos de transmissão, patrocínios e concessões comerciais, enquanto governos locais assumem custos relevantes ligados à segurança pública.

O tema ganhou relevância porque autoridades municipais passaram a defender que a Fifa divida parte dessas despesas, sobretudo nas áreas próximas aos estádios que receberão partidas do campeonato.

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Orçamento da Copa do Mundo 2026 também influencia preços

O debate sobre o orçamento da Copa do Mundo 2026 também aparece na política de preços adotada para o torneio. Ingressos para partidas da fase de grupos podem alcançar cerca de US$ 700, enquanto lugares em setores inferiores da final chegam a aproximadamente US$ 8.680.

Além disso, a plataforma oficial de venda de ingressos cobra 15% de taxa tanto na compra quanto na revenda, ampliando o custo total para torcedores. Outros serviços relacionados ao evento também registram valores elevados.

Nos arredores dos estádios, por exemplo, o estacionamento próximo ao MetLife Stadium, em Nova Jersey, pode chegar a cerca de US$ 225, enquanto no SoFi Stadium, em Los Angeles, vagas chegam a US$ 300. Assim, o orçamento da Copa do Mundo 2026 revela um ponto sensível da economia do torneio. Enquanto a Fifa centraliza receitas bilionárias, governos locais continuam responsáveis por despesas operacionais relevantes.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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