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Distrito Federal avalia pedir R$ 3,3 bi ao FGC como socorro ao BRB

Uma estratégia de socorro ao BRB entrou no radar do governo do Distrito Federal, que avalia crédito de R$ 3,3 bilhões no FGC e outras medidas, incluindo fundos imobiliários e venda de ativos.
socorro ao BRB envolve plano financeiro do governo do DF
Governo do Distrito Federal avalia diferentes alternativas para estruturar o socorro ao BRB e reforçar o capital do banco público. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Um novo plano para socorro ao Banco de Brasília (BRB) entrou no radar do governo do Distrito Federal nesta terça-feira (10/03), quando a administração local passou a avaliar um empréstimo de R$ 3,3 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como uma das alternativas para reforçar o capital do Banco de Brasília.

A linha de crédito é tratada como uma solução de última instância, já que envolve pagamento de juros. Ao mesmo tempo, o banco corre contra o prazo para divulgar os balanços do terceiro e do quarto trimestres de 2025 até 31 de março, etapa considerada importante para apresentar ao mercado uma estratégia clara de reforço patrimonial.

Socorro ao BRB e o plano de capitalização

A principal iniciativa em análise envolve a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com nove imóveis pertencentes ao governo distrital. Um projeto de lei aprovado na semana passada autorizou a utilização desses ativos na estrutura financeira.

A expectativa é que o fundo permita uma injeção de aproximadamente R$ 6,6 bilhões no patrimônio do banco estatal, ampliando sua base de capital e ajudando a recompor indicadores acompanhados pelo Banco Central.

Além do fundo imobiliário, o banco também avalia utilizar esses mesmos imóveis como garantia para operações de crédito. Nesse cenário, as negociações para socorro ao BRB podem ocorrer tanto com o FGC quanto com um sindicato de bancos, ampliando as possibilidades de financiamento.

Origem da pressão sobre o banco público

Parte da necessidade de capitalização está associada à exposição do BRB a ativos ligados ao Banco Master. O Banco de Brasília chegou a adquirir cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos considerados inexistentes, episódio investigado na Operação Compliance Zero.

A investigação resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, esses créditos foram substituídos por outros ativos financeiros, mas ainda existe incerteza sobre a precificação e o valor efetivo de recuperação dessas carteiras.

Socorro ao BRB e estratégia para os ativos do Master

O banco chegou a tentar vender parte dessas carteiras para instituições financeiras privadas, mas não encontrou compradores dispostos a pagar os valores pretendidos. Segundo integrantes do BRB, o mercado tem exigido deságios elevados, o que poderia gerar perdas relevantes no balanço.

Diante desse cenário, a instituição passou a estudar a criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para reunir os ativos herdados do Banco Master e buscar investidores no mercado.

Analistas do setor financeiro observam que o socorro ao BRB dependerá da execução rápida dessas iniciativas. A capacidade do governo distrital de estruturar a capitalização deve determinar o nível de confiança de investidores nas próximas etapas da reorganização do banco.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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