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Disputa entre Amazon e Perplexity leva Justiça dos EUA a barrar bot de compras com IA

A disputa entre Amazon e Perplexity levou a Justiça dos EUA a suspender temporariamente um bot de compras com inteligência artificial. A decisão ocorre após acusações de acesso indevido a contas de clientes dentro da plataforma da Amazon. Saiba mais.
disputa entre Amazon e Perplexity sobre bot de compras com IA
Tribunal federal dos EUA analisa disputa entre Amazon e Perplexity sobre uso de bot de compras com inteligência artificial. (Foto: reprodução)

A disputa entre Amazon e Perplexity levou um tribunal federal dos Estados Unidos a barrar temporariamente um bot de compras baseado em inteligência artificial dentro da plataforma da varejista. A decisão foi assinada nessa terça-feira (10/03) pela juíza Maxine Chesney, da Corte Federal do Distrito Norte da Califórnia, em San Francisco.

Segundo a magistrada, a Amazon apresentou indícios de que a ferramenta da startup poderia acessar contas privadas de clientes sem autorização. Apesar da liminar, a juíza determinou uma suspensão de sete dias antes da aplicação da medida para permitir recurso da Perplexity.

Disputa entre Amazon e Perplexity envolve acesso a contas privadas

A ação judicial foi aberta pela Amazon em novembro do ano passado. No processo, a empresa afirma que a tecnologia da Perplexity acessava contas de usuários por meio do navegador Comet, desenvolvido pela própria startup.

De acordo com a varejista, o sistema utilizava automação digital e navegação assistida por IA para interagir com páginas da plataforma. Reproduzindo, assim, padrões de comportamento humano durante a navegação, algo que seria a peça central da disputa entre Amazon e Perplexity.

Segundo a Amazon, o agente automatizado seria capaz de executar tarefas dentro do ambiente de e-commerce, incluindo a realização de compras em nome dos usuários. A empresa argumenta que essa prática cria riscos para a segurança de dados. Além de prejudicar o controle de acesso a sistemas e a proteção das contas dos consumidores.

Perplexity contesta acusações e reage ao processo

A Perplexity contestou as acusações apresentadas pela Amazon. Em nota, a empresa afirmou que continuará defendendo “o direito dos usuários de internet de escolher qualquer IA que quiserem”.

Na avaliação da startup, a disputa judicial entre Amazon e Perplexity representa uma tentativa da Amazon de impedir que consumidores utilizem agentes autônomos e novos navegadores para realizar compras online.

A companhia também criticou o modelo de publicidade adotado pela varejista. Segundo a empresa, ferramentas baseadas em inteligência artificial generativa não se deixam influenciar por anúncios exibidos nas páginas. O que, portanto, reforça o papel desses sistemas na automação de tarefas digitais.

Decisão judicial reforça disputa sobre automação nas plataformas

Ao conceder a liminar em meio à disputa entre Amazon e Perplexity, a juíza Maxine Chesney afirmou que a Amazon apresentou “fortes evidências” de que o agente automatizado pode ter acessado seus sistemas de forma irregular.

Além disso, a Amazon declarou que a decisão representa “um passo importante para manter uma experiência de compra confiável para os clientes”. A empresa, inclusive, reforça que ferramentas automatizadas podem comprometer a integridade do ambiente de marketplace e a segurança das contas.

Saiba mais sobre a IA Perplexity

Disputa entre Amazon e Perplexity ocorre em meio ao avanço dos agentes de IA

A disputa entre Amazon e Perplexity ocorre em um momento em que empresas de tecnologia aceleram o desenvolvimento de assistentes inteligentes, automação de navegação e sistemas capazes de executar tarefas completas na internet.

Nesse contexto, especialistas apontam que casos judiciais desse tipo tendem a definir os limites do uso desses agentes em plataformas digitais. Influenciando, assim, a forma como bots e ferramentas de IA poderão operar no comércio eletrônico nos próximos anos.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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