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BYD considera abrir fábrica no Canadá inspirada na expansão da marca no Brasil

A expansão internacional da BYD avança com estudo de fábrica no Canadá, estratégia inspirada no crescimento da marca no Brasil e meta de ampliar vendas externas enquanto fortalece tecnologia e produção global de veículos elétricos. Saiba mais..
expansão internacional da BYD e estratégia inspirada no Brasil
Produção de veículos na fábrica BYD localizada na Bahia. Montadora chinesa avalia nova fábrica no Canadá, inspirada na expansão realizada no Brasil.

A expansão internacional da BYD ganhou um novo capítulo após a montadora chinesa confirmar que avalia construir uma fábrica no Canadá. A vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, comentou a informação durante visita a São Paulo, ao tratar dos próximos passos da companhia em sua estratégia global de crescimento no setor de veículos elétricos.

Segundo a executiva, a empresa analisa o mercado canadense como possível base de produção na América do Norte. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, Stella Li afirmou que a companhia prefere controlar diretamente operações industriais, evitando estruturas de parceria. “Não acho que uma joint venture vá funcionar”, declarou.

Expansão internacional da BYD inclui nova frente industrial

A possível planta no Canadá surge em meio a mudanças na política comercial do país para veículos elétricos importados. Em janeiro, o governo canadense decidiu permitir que até 49 mil veículos elétricos produzidos na China sejam vendidos anualmente sem a tarifa de 100% aplicada em 2024, o que abriu espaço para novas estratégias das montadoras asiáticas.

Mesmo assim, autoridades canadenses têm incentivado investimentos que incluam produção local. Nesse contexto, a avaliação de expansão internacional com uma fábrica própria se encaixa no modelo industrial adotado pela BYD, que prioriza integração vertical da cadeia de suprimentos. Além do controle direto sobre produção automotiva e tecnologia.

A empresa também mantém aberta a possibilidade de adquirir uma montadora tradicional. “Estamos abertos a todas as oportunidades que surgirem”, disse Stella Li. Além disso, acrescentando que a companhia avalia ativos que possam fortalecer sua presença no mercado automotivo internacional.

Estratégia global e avanço da montadora chinesa

A estratégia de expansão internacional da BYD avança em paralelo ao crescimento da empresa na Europa. A companhia já iniciou o ramp-up de produção em sua primeira fábrica europeia de veículos de passageiros, localizada na Hungria. E, inclusive, analisa um segundo projeto industrial na Turquia.

Esse avanço ocorre mesmo após uma queda de 36% nas vendas globais nos dois primeiros meses do ano, quando a BYD comercializou 400.241 unidades. Apesar do recuo inicial, a empresa projeta vender 1,3 milhão de veículos no exterior em 2026, apoiada na ampliação da produção e na expansão de novos mercados.

Stella Li também classificou os Estados Unidos como um “ambiente complicado” para a empresa, citando tarifas elevadas e restrições envolvendo carros conectados. O que, portanto, limita a entrada de fabricantes chineses no país.

Expansão internacional da BYD replica estratégia aplicada no Brasil

Executivos da companhia apontam que o crescimento da marca na América do Sul passou a servir como referência para sua presença em outros mercados. O desempenho comercial no país, seja em fábricas como a fábrica inaugurada na Bahia em 2025, ou por meio de concessionárias parceiras, como a Carmais, no Ceará, combinou expansão de rede, fortalecimento da marca e investimentos em infraestrutura de recarga.

Além disso, no Brasil, a montadora ainda planeja instalar 1.000 carregadores com tecnologia Flash até 2027. Trata-se, portanto, de um investimento superior a R$ 500 milhões, segundo o vice-presidente sênior da empresa no país, Alexandre Baldy.

Além da infraestrutura, a empresa aposta em inovação tecnológica para ampliar sua base de consumidores. Entre os lançamentos recentes estão a nova geração da bateria Blade e a tecnologia Flash de carregamento ultrarrápido, recursos que a companhia acredita ajudar a atrair novos compradores.

Diante desse cenário, a expansão internacional da BYD passa a combinar novos projetos industriais e a replicação de estratégias comerciais testadas em mercados emergentes. Tudo para ampliar, ainda mais, sua presença na indústria global de mobilidade elétrica.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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