Os juros no empréstimo pessoal atingiram média de 8,30% ao mês entre os principais bancos do país, segundo levantamento da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) divulgado esta semana. Esse patamar equivale a 160,2% ao ano e reforça o peso do crédito no orçamento das famílias.
Apesar da leve redução de 0,25 ponto percentual frente ao mês anterior, o custo segue elevado. O estudo considerou seis grandes instituições (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander) e analisou taxas máximas para clientes pessoa física fora de segmentos preferenciais.
Juros no empréstimo pessoal mostram contraste entre bancos
A principal leitura do levantamento está na diferença entre instituições. Para o mesmo tipo de crédito, as taxas variam de forma relevante, o que altera diretamente o valor final da dívida.
Entre os bancos analisados, o cenário atual dos juros no empréstimo pessoal é o seguinte:
- Banco do Brasil: 6,72% ao mês — menor taxa da amostra
- Bradesco: 8,32% ao mês — após redução recente
- Caixa Econômica Federal: 8,00% ao mês
- Itaú: 9,49% ao mês
- Safra: 7,25% ao mês
- Santander: 9,99% ao mês — maior taxa observada
Essa dispersão reforça o peso da comparação de taxas, já que pequenas diferenças mensais ampliam o custo ao longo do tempo, especialmente em contratos de financiamento pessoal.
Além disso, apenas o Bradesco apresentou mudança relevante na última leitura dos juros no empréstimo pessoal. A taxa caiu de 9,87% para 8,32% ao mês, enquanto os demais bancos mantiveram seus níveis.
Crédito pessoal mantém estabilidade nas taxas ao longo do trimestre
Quando observado o comportamento recente, o mercado mostra pouca oscilação nas condições oferecidas pelas instituições, mesmo com o nível elevado dos juros no empréstimo pessoal.
No recorte entre janeiro e março, os dados indicam:
- Banco do Brasil: estabilidade em 6,72% ao mês durante todo o período
- Itaú, Safra e Santander: taxas inalteradas nos três meses
- Bradesco: variação entre 7,96% (jan), 9,87% (fev) e 8,32% (mar)
- Caixa: ajuste de 6,86% para 8,00% ao mês
A média geral entre os bancos permaneceu em 8,30% ao mês, indicando um cenário de estabilidade no crédito bancário, mesmo com ajustes pontuais.
Já no cheque especial, não houve qualquer mudança:
- Todos os bancos praticaram 8,00% ao mês
- O valor equivale a 151,8% ao ano
- O produto segue entre os mais caros do sistema financeiro
Juros no empréstimo pessoal exigem atenção na contratação
Diante desse cenário, o Procon-SP afirma que o crédito segue caro para o consumidor brasileiro. O órgão orienta que o uso do empréstimo pessoal deve ocorrer apenas em situações emergenciais ou para substituir dívidas com custo ainda maior.
Além disso, recomenda avaliar alternativas com taxas mais baixas, como o crédito consignado, operações vinculadas à folha de pagamento ou antecipação de restituição de Imposto de Renda.
Com os juros em nível elevado e pouca variação entre os bancos, a tendência é de maior seletividade na tomada de crédito. O comportamento do consumidor tende a migrar para linhas mais baratas, enquanto instituições mantêm cautela na oferta.
No fim, os juros no empréstimo pessoal seguem como um dos principais indicadores do custo do dinheiro no país, refletindo um ambiente em que acessar crédito ainda exige planejamento rigoroso.



