O preço do petróleo caiu mais de 5% nesta quarta-feira (25/03), com o Brent chegando a US$ 99,30 e o WTI a US$ 87,63, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando possíveis negociações em andamento com o Irã. A sinalização de um possível acordo, portanto, reduziu rapidamente o prêmio de risco geopolítico, que vinha sustentando os preços acima de US$ 100 nos últimos dias.
Esse recuo, inclusive, ocorre após semanas de forte pressão no mercado global de energia. O conflito no Oriente Médio elevou o temor de interrupção na oferta, especialmente com restrições no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Nesse cenário, investidores ampliaram posições em contratos futuros, impulsionando a volatilidade e elevando o custo da commodity.
Preço do petróleo reage a risco e diplomacia
O histórico recente mostra a intensidade dessa oscilação:
- Início de março: Brent próximo de US$ 70
- Escalada do conflito entre EUA e Irã: avanço rápido acima de US$ 100
- Pico recente: cerca de US$ 119 após ataques a infraestrutura energética
- Dias anteriores: faixa entre US$ 104 e US$ 112 com risco elevado
- Hoje (25/03): queda para abaixo de US$ 100 com expectativa de cessar-fogo
Além disso, o mercado passou a incorporar cenários extremos, com risco de escassez global e impacto direto sobre inflação e cadeias produtivas. Agora, o plano de 15 pontos dos EUA, a proposta diplomática que inclui um cessar-fogo de um mês e encerramento de apoio a grupos armados regionais, reduzem a percepção de interrupção imediata no fornecimento.
Por outro lado, a cautela permanece. O Estreito de Ormuz segue como ponto crítico para o fluxo global, e qualquer deterioração nas negociações pode reverter rapidamente a trajetória recente. Assim, o preço do petróleo continua altamente sensível a novos desdobramentos geopolíticos, funcionando como um termômetro direto da crise energética global.





