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Merck fecha acordo de US$ 5,7 bi para comprar empresa de biotecnologia focada em câncer

Merck compra Terns por US$ 5,7 bilhões para ampliar pipeline e reforçar presença em biotecnologia diante de mudanças no setor. Saiba mais.
Merck compra Terns e amplia presença em biotecnologia
Aquisição reforça estratégia da Merck no desenvolvimento de novos tratamentos (Foto: Divulgação/Merck)

A empresa de healthcare alemã Merck realizou compra de Terns Pharmaceuticals, nessa quarta-feira (25/03), ao fechar um acordo de US$ 5,7 bilhões para adquirir a empresa de biotecnologia dos Estados Unidos. Ampliando, assim, sua presença no desenvolvimento de novos tratamentos na área de oncologia.

A operação prevê pagamento de US$ 53 por ação, com prêmio de 31% sobre a média recente. Com isso, o valor de mercado da companhia chega a US$ 6,7 bilhões, enquanto o valor da empresa fica em US$ 5,7 bilhões após ajuste pelo caixa.

Merck compra Terns e reforça pipeline de inovação

A aquisição integra a estratégia da farmacêutica para ampliar seu pipeline de medicamentos, especialmente na área de oncologia, onde concentra parte relevante de sua receita global. Trata-se, portanto, de uma estratégia de expansão, que já teve como foco o Brasil, após Merck investir milhões em solo nacional para atender demanda de medicamentos.

Segundo o presidente-executivo da companhia, Rob Davis, o acordo “diversifica e fortalece ainda mais nossa posição em oncologia”. O executivo afirmou ainda que a empresa continuará avaliando novas oportunidades em outras áreas terapêuticas.

O principal ativo da Terns é o TERN-701, um tratamento em desenvolvimento para leucemia mieloide crônica, doença que afeta o sangue e a medula óssea. A empresa prevê iniciar estudos em estágio avançado entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Aquisição ocorre em meio à pressão por novas receitas

A Merck compra Terns em um cenário em que grandes farmacêuticas enfrentam desafios ligados à expiração de patentes. Estimativas do setor indicam perdas de até US$ 320 bilhões até 2030.

Na avaliação de especialistas do mercado, o medicamento pode gerar “receita de vários bilhões de dólares” para a Merck na segunda metade da década, alinhando-se ao calendário de lançamentos da companhia.

Além disso, o tratamento pode disputar espaço com o Scemblix, da Novartis, atualmente uma das principais terapias para a doença, ampliando o potencial comercial do ativo.

Merck compra Terns e mantém ritmo de aquisições

A Merck compra Terns após uma sequência de operações relevantes. Em 2025, a farmacêutica adquiriu a Verona Pharma por US$ 10 bilhões e a Cidara Therapeutics por US$ 9,2 bilhões, reforçando sua atuação em diferentes frentes terapêuticas.

A empresa também chegou a negociar a compra da Revolution Medicines, em um acordo que poderia alcançar US$ 32 bilhões, mas desistiu após semanas de conversas, segundo fontes ouvidas pelo mercado.

Esse posicionamento ocorre em paralelo ao avanço do setor de biotecnologia. O índice XBI, que acompanha empresas do segmento, acumulou alta de 34% nos últimos 12 meses, impulsionado por fusões e aquisições, dados clínicos positivos e maior interesse por inovação científica.

Portanto, a Merck compra Terns em um contexto de reorganização da indústria farmacêutica, em que empresas buscam ampliar portfólios e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos para sustentar crescimento nos próximos anos.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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