O pagamento do FGC ao Will Bank entrou em uma nova fase nesta terça-feira (07), com a liberação de R$ 6,06 bilhões para cerca de 312 mil clientes que tinham valores a receber acima de R$ 1 mil. A medida atinge diretamente quem teve recursos bloqueados após a liquidação da instituição e agora busca recuperar parte desse dinheiro.
Na prática, a liberação representa a primeira chance real de acesso a valores mais elevados, já que a etapa anterior contemplava apenas depósitos de até R$ 1 mil. Agora, entram na fila clientes com saldos maiores, respeitando o limite de até R$ 250 mil por pessoa.
O impacto é direto no orçamento de milhares de famílias, especialmente em regiões fora dos grandes centros, onde o Will Bank concentrava boa parte da sua base de clientes.
Quem recebe nesta fase do pagamento do FGC ao Will Bank
Nesta segunda etapa, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) atende credores que possuem valores entre R$ 1 mil e R$ 250 mil. O teto segue a regra padrão do sistema, que garante até esse limite por CPF ou CNPJ dentro do mesmo conglomerado financeiro.
Isso significa que o valor total considerado inclui não apenas o Will Bank, mas também outras instituições ligadas ao Banco Master, como Banco Master, Master de Investimento e Letsbank.
Se o cliente já atingiu o limite de R$ 250 mil somando valores nesses bancos, não terá saldo adicional a receber referente ao Will Bank.
Como solicitar o dinheiro do FGC
O acesso ao pagamento não é automático. O cliente precisa seguir um processo dentro do aplicativo oficial do FGC.
O passo a passo inclui:
- Fazer cadastro na plataforma
- Atualizar e complementar dados pessoais
- Enviar a documentação exigida
- Formalizar o pedido de garantia
Após a solicitação, o processo segue análise até a liberação do valor. O FGC recomenda manter as notificações do aplicativo ativas, já que o andamento pode exigir novas etapas ou envio adicional de informações.
O que já foi pago até agora
Antes desta fase, o FGC iniciou em fevereiro a antecipação de valores menores, voltada a quem tinha até R$ 1 mil a receber.
Até o momento:
- R$ 126 milhões já foram pagos
- 1,145 milhão de credores atendidos
- Isso representa cerca de 70,84% do valor previsto nessa etapa
Apesar do volume expressivo, esse grupo corresponde a apenas 18,28% do total de clientes elegíveis, que supera 6,2 milhões de pessoas.
Por que o pagamento tem limite de R$ 250 mil
O FGC funciona como uma proteção parcial para depósitos e investimentos em instituições financeiras associadas. Ele não cobre valores ilimitados.
A regra estabelece um teto de R$ 250 mil por pessoa dentro do mesmo conglomerado financeiro. Esse detalhe é decisivo para entender por que alguns clientes não recebem novos valores nesta fase.
Outro ponto importante envolve a data das aplicações. Instrumentos adquiridos até 31 de agosto de 2024 mantêm a garantia individual. A partir de 1º de setembro de 2024, o FGC passou a consolidar o limite por grupo financeiro, reduzindo o valor protegido em casos como o do Will Bank.
O que muda para quem ainda não recebeu
Para quem ainda não foi contemplado, o processo segue em andamento e depende do enquadramento nas regras e da solicitação correta no aplicativo.
O avanço desta segunda fase indica que o cronograma está evoluindo, mas não elimina a necessidade de ação por parte do cliente. Na prática, o dinheiro só é liberado após a formalização do pedido e validação dos dados. Ou seja, mesmo quem tem direito pode enfrentar atraso se não concluir todas as etapas exigidas.
O pagamento do FGC ao Will Bank deixa de ser apenas uma promessa e começa, de fato, a chegar a uma parcela maior dos clientes. Para quem depende desses recursos, acompanhar o processo e agir rapidamente passou a ser decisivo para recuperar o dinheiro.





