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Gasolina dispara e puxa inflação no IGP-10 de abril, pressionando custo de vida

O IGP-10 de abril mostrou pressão maior sobre o consumidor, com destaque para a alta da gasolina, do tomate e do leite longa vida. O avanço dos preços atingiu transportes, alimentação e serviços, reforçando o impacto direto da inflação no custo de vida.
Pessoa segurando batata em banca de feira com frutas e verduras ao fundo
Alta da gasolina e disparada do tomate puxam inflação ao consumidor no IGP-10 de abril, segundo a FGV (Foto: Reprodução)

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) mostrou em abril uma pressão mais forte sobre o consumidor, com destaque para a gasolina, que subiu 6,38% no período e liderou os impactos sobre os preços, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (15/04). Dentro do índice, o IPC-10 subiu 0,88% no mês.

Dentro do índice, o IPC-10 acelerou de 0,03% em março para 0,88% em abril, indicando piora relevante na inflação percebida pelas famílias. O avanço foi puxado principalmente pelo grupo de Transportes, que saiu de 0,06% para 2,31%.

O dado ganha relevância porque concentra pressão em despesas frequentes e difíceis de cortar, como combustível, alimentação e contas básicas.

Gasolina lidera a pressão e contamina o transporte

A alta da gasolina foi o principal vetor do período e ajudou a explicar a forte aceleração do grupo de Transportes.

  • Gasolina: +6,38%
  • Transportes: 0,06% → 2,31%

O impacto vai além do abastecimento. O aumento do combustível eleva custos de deslocamento, encarece fretes e pressiona a logística, movimento comum em ciclos de alta de combustíveis, criando um efeito que se espalha por diferentes setores.

Alimentos reforçam a inflação no dia a dia

O grupo de alimentação também mostrou aceleração relevante, com impacto direto no custo de vida.

  • Alimentação: 0,37% → 1,41%
  • Tomate: +21,99%
  • Leite longa vida: +8,10%

Esses itens têm forte peso na percepção de inflação porque fazem parte da rotina de consumo e aparecem com frequência no orçamento das famílias.

Serviços e contas básicas seguem em alta

A pressão inflacionária também atingiu serviços e despesas recorrentes.

  • Serviços bancários: +1,73%
  • Tarifa de eletricidade residencial: +0,85%
  • Despesas diversas: 0,88% → 1,10%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,18% → 0,31%
  • Habitação: 0,31% → 0,35%
  • Vestuário: 0,07% → 0,40%

Esse conjunto amplia o impacto no orçamento porque envolve gastos contínuos e menos flexíveis.

Quedas pontuais não aliviam o custo de vida

Alguns itens registraram queda, mas com impacto limitado na rotina do consumidor.

  • Passagem aérea: -7,93%
  • Perfume: -2,51%
  • Bombons e chocolate: -3,83%
  • Excursão e tour: -2,30%
  • Maçã: -3,68%

Essas reduções não compensam a alta em itens essenciais, o que mantém a pressão geral sobre o custo de vida.

Leitura final do IGP-10 de abril

O IGP-10 de abril indica uma inflação mais sensível ao bolso, concentrada em categorias essenciais. A gasolina atua como ponto de partida da pressão, enquanto alimentos e serviços reforçam o impacto ao longo da cadeia econômica.

O resultado é um encarecimento mais amplo da rotina, percebido tanto no abastecimento quanto nas compras e nas contas mensais.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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