O mercado de saúde no Brasil segue em expansão e revela quem domina um dos setores que mais crescem no país. Em 2025, o segmento de saúde do consumidor movimentou R$ 52,2 bilhões, alta de 7% em relação ao ano anterior, e expõe quais são as maiores empresas de saúde no Brasil. No topo do ranking está a Hypera, com 12% de participação, seguida pela Nestlé, com 7%, em um cenário que reforça o avanço das empresas nacionais na disputa por espaço no setor.
O avanço não acontece isoladamente. Em 2024, o setor havia movimentado R$ 48,9 bilhões, o que indica uma aceleração consistente do consumo de produtos de saúde no país, impulsionada principalmente por itens de autocuidado e medicamentos sem prescrição.
Na sequência, aparece a Nestlé, com 7%, liderando entre as multinacionais. O levantamento é do grupo FarmaBrasil, com base em dados da IQVIA, e mostra mais do que uma lista de empresas: indica uma mudança clara na disputa do setor, com avanço consistente das companhias nacionais.
O avanço do mercado não aconteceu de forma isolada. Nos últimos anos, o setor de saúde do consumidor vem crescendo de forma consistente, impulsionado pela maior oferta de produtos e pela mudança no comportamento do consumidor, que passou a resolver demandas simples fora do sistema tradicional de saúde.
Para o consumidor, o impacto é direto. O crescimento desse mercado reflete a expansão do autocuidado, com mais brasileiros recorrendo a medicamentos sem prescrição, vitaminas e produtos de bem-estar para resolver sintomas leves sem precisar ir ao médico. Na prática, isso significa que uma parte crescente do gasto com saúde está saindo diretamente do bolso do consumidor, sem intermediação de planos ou do sistema público.
Hypera lidera e nacionais ganham espaço no topo
A liderança da Hypera não acontece isoladamente. Entre as cinco maiores empresas do ranking, três são brasileiras, o que evidencia uma mudança estrutural no setor.
Além da líder, aparecem EMS e Cimed, ambas com 5% de participação, reforçando o avanço das companhias nacionais em um mercado historicamente dominado por multinacionais. Recentemente, a João Adibe, CEO da Cimed informou que pretende instalar uma fábrica no Nordeste.
No total, empresas brasileiras concentraram 58% do faturamento e 76% das 2,45 bilhões de unidades vendidas em 2025. Esse domínio está diretamente ligado à estratégia de diversificação, com ampliação do portfólio para produtos de consumo direto, como suplementos, vitaminas e itens de nutrição.
Ranking das maiores empresas de saúde no Brasil
O ranking do mercado de saúde no Brasil mostra um setor competitivo e ainda fragmentado, com presença relevante de grandes grupos globais:
- Hypera (Nacional) – 12%
- Nestlé (Multinacional) – 7%
- EMS (Nacional) – 5%
- Opella (Multinacional) – 5%
- Cimed (Nacional) – 5%
- Danone (Multinacional) – 4%
- L’Oréal (Multinacional) – 4%
- União Química (Nacional) – 3%
- Eurofarma (Nacional) – 3%
- Haleon (Multinacional) – 3%
- Kenvue (Multinacional) – 3%
- Aché (Nacional) – 2%
- P&G (Multinacional) – 2%
- Reckitt (Multinacional) – 2%
- Bayer (Multinacional) – 2%
O ranking revela uma divisão clara no mercado. Enquanto as empresas nacionais dominam o topo, impulsionadas por volume e presença no varejo, multinacionais concentram força em categorias específicas e produtos de maior valor agregado, o que mantém a disputa aberta nos próximos anos.
Apesar da liderança nacional no topo, o grupo intermediário, com participação entre 3% e 4%, ainda tem forte presença de multinacionais, mostrando que a disputa segue aberta.
Por que o mercado de saúde cresce no Brasil
O crescimento do mercado de saúde no Brasil está diretamente ligado à popularização dos chamados medicamentos sem receita e produtos de autocuidado, que permitem tratar sintomas leves sem necessidade de consulta médica.
O avanço do setor está diretamente ligado à mudança de comportamento do consumidor. Cada vez mais, brasileiros optam por resolver problemas leves diretamente nas farmácias, sem recorrer ao sistema de saúde.
Segundo o Sindusfarma, esse tipo de consumo funciona como um complemento ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao reduzir a demanda por atendimentos relacionados a sintomas simples.
Na prática, isso significa mais autonomia para o consumidor e maior movimentação financeira nas farmácias, que passam a ocupar um papel central na jornada de cuidado.
O que o ranking mostra sobre o futuro do setor
O ranking do mercado de saúde no Brasil aponta para uma tendência clara: o setor deve continuar crescendo impulsionado pelo autocuidado e pela expansão das empresas nacionais.
Ao mesmo tempo, a presença de gigantes globais como Nestlé, Danone e Bayer indica que a concorrência deve se intensificar, especialmente nos segmentos de maior valor agregado.
O ranking do mercado de saúde no Brasil indica que o setor deve seguir em expansão, mas com uma disputa mais acirrada. De um lado, empresas nacionais ganham escala e ampliam presença. De outro, multinacionais tentam manter espaço com produtos de maior valor. Para o consumidor, o resultado é mais oferta, mas também maior responsabilidade sobre decisões de saúde.





