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Energia solar em Itaipu pode gerar 3 mil MW e mudar o mercado elétrico

Projeto de energia solar em Itaipu pode atingir 3 mil MW, cerca de 20% da usina. A iniciativa ainda é teste, mas já aponta impacto relevante no setor elétrico e pode exigir mudanças no tratado entre Brasil e Paraguai.
Energia solar em Itaipu pode gerar 3 mil MW
Projeto de energia solar em Itaipu pode atingir 3 mil MW, cerca de 20% da usina. Imagem: Flávia Lifonsino

A expansão da energia solar em Itaipu pode adicionar até 3 mil megawatts (MW) ao sistema elétrico, o equivalente a cerca de 20% da capacidade da hidrelétrica, hoje em 14 mil MW. O projeto ainda está em fase experimental, mas já indica impacto direto no mercado de energia, com potencial de ampliar a oferta elétrica e alterar a lógica de geração da maior usina do país.

A proposta vai além de um teste técnico. Na prática, o avanço da energia solar em Itaipu pode mudar a escala de produção energética no Brasil, ao aproveitar o reservatório já existente, sem necessidade de novas barragens ou grandes obras.

Hoje, o projeto piloto de energia solar na usina de Itaipu ocupa menos de 10 mil metros quadrados e gera 1 MWp, suficiente para abastecer cerca de 650 residências. Apesar do tamanho reduzido, a estrutura funciona como laboratório para medir viabilidade técnica, ambiental e econômica.

O salto projetado é relevante. Se atingir os 3 mil MW estimados, a geração solar em Itaipu deixaria de ser complementar e passaria a representar uma nova frente dentro da matriz energética brasileira.

Quanto vale a energia solar em Itaipu para o mercado

A escala projetada da energia solar em Itaipu coloca o projeto em posição estratégica no setor elétrico. Um acréscimo de 3 mil MW pode influenciar:

  • a oferta de energia no sistema elétrico
  • a diversificação da matriz energética
  • o equilíbrio de preços no longo prazo

Na prática, isso amplia a segurança energética, principalmente em períodos de seca, quando a geração hidrelétrica sofre pressão.

Outro ponto relevante é o ganho operacional. A energia solar flutuante em Itaipu tende a ter maior eficiência, já que a água ajuda a reduzir a temperatura das placas, melhorando o desempenho.

Investimento baixo para expansão de grande escala

O projeto inicial de energia solar em Itaipu custou cerca de US$ 854,5 mil (R$ 4,3 milhões), um valor reduzido diante do potencial de expansão.

Isso ocorre porque a usina já possui infraestrutura pronta, como conexão elétrica e área disponível. Na prática, a energia solar em Itaipu surge como uma das formas mais eficientes de ampliar a geração elétrica com menor custo estrutural.

O principal obstáculo para avançar

Apesar do potencial, a expansão da energia solar em Itaipu depende de um fator fora da engenharia: o Tratado de Itaipu, firmado em 1973 entre Brasil e Paraguai.

O acordo original trata exclusivamente da geração hidrelétrica. Para ampliar a geração solar em Itaipu, será necessário revisar o tratado, o que envolve negociação entre os dois países. Esse ponto transforma o projeto em uma decisão não apenas técnica, mas também política.

Prazo e impacto no sistema elétrico

As estimativas indicam que a expansão da energia solar em Itaipu pode levar cerca de quatro anos para atingir escala relevante. O impacto, portanto, não é imediato, mas estrutural. A longo prazo, a iniciativa pode:

  • reduzir a dependência de chuvas
  • aumentar a previsibilidade da geração
  • fortalecer o uso de fontes renováveis

Itaipu amplia atuação além da hidrelétrica

A aposta na energia solar em Itaipu faz parte de uma estratégia maior. A usina também investe em:

  • hidrogênio verde, produzido sem emissão de carbono
  • armazenamento de energia com baterias
  • biogás e biometano

Esse movimento indica uma mudança de posicionamento: Itaipu passa a atuar como um polo de inovação energética.

O que muda para o Brasil

O avanço da energia solar em Itaipu pode gerar efeitos diretos no país:

  • aumento da oferta de energia limpa
  • menor exposição a crises hídricas
  • estímulo a novos investimentos no setor

Na prática, o projeto mostra que grandes hidrelétricas podem evoluir para modelos híbridos, combinando diferentes fontes de geração. Se sair do campo experimental, a energia solar em Itaipu pode se tornar um novo eixo estratégico do sistema elétrico brasileiro, com impacto direto na oferta, nos custos e na segurança energética.

Foto de Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino

Flávia Lifonsino é jornalista formada pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção jornalística e em conteúdos analíticos sobre negócios, investimentos e tecnologia aplicada às empresas, além de experiência em coberturas digitais e projetos editoriais.

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