O movimento em que o iFood compra Get In pode alterar diretamente o faturamento dos restaurantes, e também o nível de dependência das plataformas digitais. A aquisição marca a entrada mais agressiva da empresa no consumo dentro dos salões.
Com a nova funcionalidade integrada ao app, o iFood passa a influenciar a escolha do cliente antes da visita, prometendo aumentar o fluxo e reduzir horários ociosos. Ao mesmo tempo, amplia seu controle sobre a geração de demanda no setor.
O impacto vai além da tecnologia e atinge a estrutura de receita dos estabelecimentos.
Como o iFood compra Get In para aumentar fluxo e ocupação
Ao anunciar que a aquisição, a empresa deixa claro o objetivo de levar ao salão estratégias já consolidadas no delivery, como descontos e cashback.
O modelo atua em três frentes principais:
- Aumento de fluxo com promoções dentro do app
- Redução da ociosidade em horários de menor movimento
- Gestão de reservas e filas de forma digital
Com reservas e check-in pelo aplicativo, o iFood passa a participar da decisão de consumo antes da chegada ao restaurante.
Esse avanço cria uma nova camada de monetização baseada em recorrência e volume de clientes no espaço físico.
O que muda para restaurantes após o iFood comprar Get In
Quando o iFood compra a outra empresa, o impacto não fica restrito à atração de clientes, ele altera a lógica operacional dos restaurantes.
Entre as principais mudanças:
- Acesso a dados de comportamento dentro do salão
- Criação de campanhas de retenção com base em histórico
- Dependência maior de visibilidade dentro da plataforma
Ao centralizar reservas, promoções e relacionamento com o cliente, o iFood passa a controlar uma parte crítica da demanda.
Esse cenário tende a reduzir a autonomia de restaurantes que passam a depender da plataforma para manter ocupação constante.
O risco de concentração com o avanço do iFood no salão
A compra do iFood ocorre em um mercado ainda pouco digitalizado, e isso amplia o potencial de concentração.
Dados do próprio iFood mostram:
- Menos de 45% dos restaurantes oferecem reservas
- Apenas cerca de 5 mil utilizam aplicativos especializados
Com base instalada e escala, a empresa pode rapidamente ocupar esse espaço.
Os riscos incluem:
- Concentração de clientes em estabelecimentos mais visíveis no app
- Influência sobre preços por meio de descontos e benefícios
- Pressão indireta sobre margens dos restaurantes
No curto prazo, o ganho está no aumento de fluxo e ocupação. No longo prazo, o desafio será equilibrar crescimento com independência operacional.
A estratégia iniciada após o iFood compra Get In começa por Campinas e Curitiba, com expansão prevista ainda em 2026. O desempenho nesses mercados deve indicar até onde a empresa conseguirá avançar dentro do consumo presencial.



