Anúncio SST SESI

INSS passa a utilizar WhatsApp para reduzir faltas em perícias e acelerar análise do BPC

O WhatsApp do INSS passa a integrar a estratégia para acelerar perícias do BPC, reduzir faltas e diminuir a fila de benefícios. Entenda o que muda e como identificar mensagens oficiais.
Aplicativo Meu INSS exibido na tela de um smartphone, com a identidade visual do instituto ao fundo, em imagem relacionada aos serviços digitais da Previdência Social.
INSS passou a utilizar mensagens pelo WhatsApp para avisar beneficiários do BPC sobre perícias sociais e reduzir faltas nos atendimentos. (Foto: Reprodução)

O WhatsApp do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a desempenhar uma função que vai além da simples comunicação com segurados. O instituto começou a enviar avisos sobre perícias sociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC), etapa essencial para a concessão do benefício assistencial.

A iniciativa ocorre em meio ao esforço do governo federal para reduzir o estoque de requerimentos acumulados na Previdência Social. A expectativa, portanto, é que os lembretes diminuam o número de ausências nos atendimentos e acelerem a conclusão das análises.

Como os pedidos de BPC representam cerca de 30% da fila atual do INSS, qualquer ganho de eficiência nessa etapa pode reduzir diretamente o tempo de espera dos requerentes.

WhatsApp do INSS passa a atuar em um dos gargalos do BPC

A perícia social é uma das fases obrigatórias para parte dos pedidos do benefício. Quando o cidadão falta ao atendimento, o processo costuma enfrentar atrasos, exigindo novos agendamentos e ampliando o tempo de análise.

O novo sistema envia informações sobre data, horário e local da perícia já marcada, além de lembretes próximos ao atendimento.

Segundo o INSS, a mensagem traz:

  • confirmação do agendamento;
  • data, horário e local da avaliação social;
  • avisos de proximidade da perícia;
  • orientações para comparecimento.

A medida busca reduzir um problema recorrente na gestão dos benefícios: a ausência de segurados nos atendimentos agendados, fator que amplia o tempo de análise dos processos.

Fila do INSS concentra mais de 650 mil pedidos de BPC

Os números ajudam a explicar a importância da iniciativa com o Whatsapp, uma vez que, segundo o INSS a fila total caiu 30% entre fevereiro e maio, passando para 2,191 milhões de requerimentos.

Dentro desse volume, o BPC, cuja adesão cresce todo ano, responde por cerca de 657,3 mil processos. O benefício atende idosos de baixa renda e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social.

Esse peso faz com que qualquer melhoria operacional relacionada ao programa tenha potencial para produzir efeitos relevantes sobre os indicadores da Previdência.

A estratégia não envolve apenas tecnologia. Recentemente, o instituto também anunciou o remanejamento de servidores para reforçar o atendimento das demandas ligadas ao benefício assistencial. Ao mesmo tempo, aproximadamente 280 mil perícias já programadas para 2026 seguem mantidas normalmente.

Como identificar mensagens verdadeiras e evitar fraudes

Apesar do tom positivo da iniciativa, o aumento do uso do WhatsApp pelo INSS também amplia a necessidade de atenção dos beneficiários contra fraudes.

O INSS afirma que não solicita CPF, senhas, dados bancários ou qualquer tipo de pagamento por mensagens. Qualquer abordagem desse tipo deve ser considerada suspeita.

As comunicações oficiais possuem características específicas:

  • são enviadas pelo perfil verificado do Governo do Brasil;
  • apresentam selo azul de autenticação;
  • contêm apenas informações sobre o atendimento;
  • podem ser conferidas também na caixa de mensagens do Gov.br.

O reforço nos canais digitais mostra uma mudança gradual na forma como o INSS administra a relação com os segurados. Embora não resolva sozinho o problema da fila previdenciária, o uso do WhatsApp pode reduzir atrasos em uma etapa que concentra centenas de milhares de pedidos do BPC, ampliando a capacidade de análise do instituto nos próximos meses.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

Mais lidas

Últimas notícias

Entrar no canal Canal do Economic News Brasil no WhatsApp