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Como a Sadia tenta transformar a Copa de 2026 em vantagem no carrinho do consumidor

A Copa do Mundo movimenta muito mais do que audiência. A estratégia da Sadia na Copa de 2026 mostra como o torneio se tornou uma disputa por vendas, preferência e participação de mercado entre as maiores marcas do país.
Sadia na Copa de 2026: produtos da marca expostos em freezer de supermercado durante período de preparação para aumento da demanda no varejo.
A Sadia aposta na Copa de 2026 para ampliar vendas e fortalecer sua presença nas categorias ligadas ao consumo compartilhado. (Foto: Reprodução)

A estratégia da Sadia na Copa do Mundo de 2026 vai muito além da exposição da marca durante os jogos. Para a companhia, o torneio representa uma oportunidade de ampliar vendas, fortalecer a conexão com os consumidores e ganhar espaço em um dos períodos mais relevantes para o varejo alimentar brasileiro.

Essa aposta aparece nas projeções da MBRF, dona da Sadia e uma das maiores empresas de alimentos do país, que espera elevar em mais de 50% o volume de vendas no Brasil durante o mundial em comparação com a edição anterior.

Mais do que um evento esportivo, a Copa funciona como uma vitrine capaz de influenciar hábitos de compra, reforçar marcas e movimentar categorias inteiras do varejo.

Antes mesmo do início da competição, empresas já disputam atenção nas gôndolas, nos pontos de venda e nas campanhas de marketing que buscam se conectar com o clima de torcida.

Por que a Sadia na Copa de 2026 aposta na força da Seleção Brasileira

A presença da Sadia na Copa de 2026 faz parte de uma estratégia construída sobre a ligação histórica entre futebol, convivência e alimentação. O objetivo é associar a marca a momentos que costumam reunir milhões de brasileiros durante o torneio.

Nesse contexto, a empresa atua como patrocinadora oficial das Seleções Brasileiras de Futebol até 2030 e também fornece proteínas aos atletas. A parceria amplia a exposição da marca em um dos eventos com maior alcance emocional e midiático do país.

A aposta não acontece por acaso. Pesquisa da Data-Makers mostra que 56% dos consumidores preferem marcas associadas à Copa do Mundo, enquanto 37% afirmam passar a gostar mais dessas empresas durante o campeonato.

Portanto, para o varejo, a competição oferece algo raro: atenção massiva concentrada em um único tema durante várias semanas.

O que a Sadia na Copa de 2026 busca ganhar além do aumento nas vendas

A força comercial do torneio não se limita ao crescimento do consumo durante os jogos. A estratégia da Sadia na Copa de 2026 também busca ampliar lembrança de marca e fortalecer a preferência dos consumidores após o encerramento da competição.

Os dados da empresa de inteligência de dados focada no setor de varejo, Scanntech, ajudam a entender essa oportunidade. O fluxo de consumidores cresce 8,3% na véspera das partidas, enquanto o ticket médio avança 69% nas duas horas anteriores aos jogos.

Os carrinhos também ficam mais completos. A variedade de itens comprados aumenta 16,5%, refletindo a preparação para encontros entre familiares e amigos.

Esse cenário cria uma disputa intensa entre fabricantes que buscam ocupar os mesmos momentos de consumo. Quanto maior a associação da marca com essas ocasiões, maiores as chances de conquistar espaço permanente na rotina dos consumidores.

A batalha das marcas começa antes do primeiro jogo

A estratégia da Sadia na Copa de 2026 não se apoia apenas em publicidade. A empresa também utiliza produtos, embalagens e lançamentos para ampliar sua presença no varejo durante o período.

Como parte desse movimento, a marca colocou no mercado 20 itens em embalagens especiais desenvolvidas em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A iniciativa busca reforçar a conexão entre a experiência de torcer e os produtos presentes nas refeições compartilhadas.

A MBRF também apresentou mais de 40 inovações durante o congresso da Associação Paulista de Supermercados (APAS), com foco em praticidade e conveniência.

Os hábitos de consumo ajudam a explicar essa aposta:

  • 60% dos brasileiros pretendem consumir carnes durante a Copa;
  • 72% planejam comprar snacks;
  • a procura por picanha cresce 53%;
  • a demanda por maminha avança 50%;
  • as vendas de churrasqueiras aumentam cerca de 200%;
  • as vendas de air fryers registram alta de 120%.

Sadia mira um ganho que vai além do torneio

Os números mostram por que a Copa se tornou uma das datas mais valiosas para a indústria de alimentos. Mais do que aproveitar o aumento temporário da demanda, as marcas tentam transformar a visibilidade conquistada durante os jogos em preferência de compra depois do campeonato.

Para a Sadia, o desafio não é apenas vender mais enquanto a bola rola na Copa do Mundo de 2026. É converter a atenção gerada pelo maior evento do futebol em espaço permanente no carrinho do consumidor.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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