‘Uber dos jatinhos’ quer mudar o jeito dos ricos viajarem

O Pilatus C-24, primeiro avião de propriedade compartilhada operado pela Amaro Aviation, após pousar no São Paulo Catarina (Gianfranco Beting/Divulgação)
(Gianfranco Beting/Divulgação)

Precisa de um jatinho para chegar onde as companhias aéreas comerciais não chegam? É só pegar o telefone, passar o seu itinerário e, em questão de horas, sua aeronave estará à disposição. Simples assim, sem dores de cabeça. Essa é a proposta da Amaro Aviation, nova empresa aérea fundada por Marcos Amaro, filho do Comandante Rolim, fundador da TAM, que nesta semana recebeu o seu primeiro jato de propriedade compartilhada – um novo modelo de negócios que floresce a passos largos no Brasil.

Em fevereiro deste ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) regulamentou a propriedade compartilhada de aeronaves no Brasil, abrindo caminho para um mercado que, lá fora, já funciona. A NetJets, a gigante do setor nos EUA e na Europa, controlada por Warren Buffet, tem uma frota de 750 aeronaves. Apesar do sucesso e do novo regramento brasileiro, a NetJets não tem planos de entrar no Brasil. Mas Marcos Amaro viu uma grande oportunidade, e convidou outros cinco grandes nomes da aviação para compor a sociedade.

Novo modelo de negócio

No caso dos aviões, como o Pilatus C-24, que leva 8 passageiros e dois tripulantes com uma autonomia de 3,6 mil quilômetros, a propriedade por ser compartilhada por até 8 pessoas, que na Amaro pagam US$ 1,7 milhão de dólares por cada uma das cotas, além de um valor proporcional pelas horas voadas. Quando não precisar mais da aeronave, o cotista pode revender sua cota para outra pessoa ou, em alguns casos, devolvê-la à Amaro, que fica responsável por passá-la para frente. Preocupação, mesmo, só com os negócios.

De um hangar à altura para qualquer lugar

Recebido com o tradicional batismo que dá as boas-vindas a novas aeronaves e companhias em aeroportos em todo o mundo, o Pilatus C-24 é o primeiro a integrar a frota da Amaro, que nos próximos meses receberá também o irmão mais novo do modelo, o turbohélice Pilatus C-12 – cuja cota custa menos, US$ 800 mil dólares. Ambas as aeronaves permitem ao usuário chegar em praticamente qualquer localidade do Brasil, já que elas conseguem operar até mesmo em pistas não pavimentadas – que são 43% (ou 2.500) das 4.400 pistas de pouso no país.

Além da propriedade compartilhada, a base oferece serviços de gerenciamento de frota àqueles que tem o seu próprio avião e, em breve, o serviço de táxi aéreo, será o aeroporto São Paulo Catarina, em São Roque. Construído pela JHSF no km 60 da Castello Branco (a 15 minutos de helicóptero de São Paulo), o aeroporto dos milionários tem uma pista de 2,4km (500m a mais que Congonhas) e um terminal super VIP, assinado pela Triptyque Architecture. Na última semana, o aeroporto recebeu autorização da ANAC para realizar voos internacionais.

Confira vídeo do canal Aero com voo inaugural:

Fonte: Exame

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