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Consumidores têm até 31 de março para negociar dívidas com os bancos

Essa iniciativa permite que o devedor tenha a oportunidade de conhecer e quitar seus débitos em atraso. Foto de RODNAE Productions no Pexels

As pessoas físicas que têm dívidas em atraso com instituições financeiras poderão se beneficiar, até o dia 31 de março do Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira.

A iniciativa, promovida pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) em parceria com o Banco Central do Brasil, Secretária Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons de todo o país. Essa iniciativa permite que o devedor tenha a oportunidade de conhecer e quitar seus débitos em atraso, e tenha acesso a conteúdo exclusivo sobre educação financeira.

De acordo com a Federação, durante a pandemia, os bancos foram proativos e renegociaram voluntariamente mais de R$ 19 milhões de contratos de empréstimos bancários, repactuando R$ 1,1 trilhão de saldos devedores e suspendendo R$ 150 bilhões em prestações, o que trouxe alívio financeiro imediato para milhares de clientes.

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“O mutirão nacional é uma ação conjunta que não apenas contribui para o reequilíbrio orçamentário das famílias, mas, principalmente, promove a educação financeira, que é fundamental para que o consumidor consiga evitar o endividamento de risco, tenha mais informações sobre produtos e serviços bancários e melhore sua saúde financeira”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Maurício Moura, diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, informa que a preparação para a negociação é um ótimo momento para o consumidor analisar a sua situação financeira. “É fundamental o consumidor conhecer suas dívidas, avaliar se sua participação no mutirão é apropriada e também identificar qual o valor mensal máximo que pode pagar no acordo. Nossa expectativa é que o mutirão gere acordos efetivos para o cidadão, reduzindo o risco de reincidência do problema.”

São alvo da campanha pessoas físicas com dívidas que não possuem bens dados em garantia; que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural; e tenham sido contraídas de bancos ou financeiras.

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