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A Dama do Agro – Por Samir Nicolau

*Coluna por Samir Nicolau, 31/03/2022

Tereza Cristina Correa da Costa Dias, natural de Campo Grande, Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa, assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em janeiro de 2020, início da gestão Bolsonaro, deixou o posto neste 29 de março de 2022, pouco após completar 3 anos no comando do Ministério em razão da obrigatoriedade de desincompatibilização eleitoral. Nestes 3 anos, além da pandemia e da crise econômica, muitas foram as batalhas de Tereza Cristina, nem todas lograram vitórias, mas da guerra, se não sai declarada vitoriosa, pois transfere a peleja para Marcos Montes, no mínimo, sai condecorada com a mais alta horaria, o majoritário reconhecimento de sua legitimidade como representante e líder do agronegócio brasileiro.

Não foi a primeira mulher a comandar o estratégico ministério, sendo precedida por Kátia Abreu, mas foi a primeira ocupante da pasta a conquistar pessoalidade associada ao cargo. Hoje, ao campo, Tereza Cristina é sinônimo de agronegócio. Não que tenham sido realizadas ações de exposição ou deliberada associação da imagem da pessoa ao ministério. Esse status é alcançado pela amplitude das ações que Tereza coordenou à frente da pasta, ações estas vastamente divulgadas voluntariamente por todos da agropecuária em suas redes sócias.

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Na gestão de Tereza Cristina o MAPA entregou cerca de trezentos mil títulos definitivos e provisórios de propriedade rural para famílias assentadas da reforma agrária e produtores rurais ocupantes de áreas públicas federais. Simultaneamente, o Plano Safra, cresceu, beneficiou as práticas sustentáveis ao meio ambiente e a proteção de produtores rurais prejudicados por problemas climáticos. Concomitantemente, o MAPA viabilizou a abertura de 150 novos mercados aos produtos agropecuários Brasileiros, contribuindo para o crescimento sistemático do PIB do agronegócio e seu impacto no PIB nacional. Ao mesmo tempo, são obtidos avanços na erradicação da Febre Aftosa e Peste Suína Africana, na segurança vegetal e no registro de defensivos agrícolas de baixa toxicidade para o controle de pragas. Ainda, são constituídos importantes planos nacionais como o Pano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, chamado ABC+ e o Plano Nacional de Fertilizantes. Já em parceria com o Ministério das Comunicações, o Mapa possibilitou a conexão 5G em áreas rurais.

Estas são apenas algumas das diversas ações do MAPA nesse período para exemplificar a marca da gestão Tereza Cristina: amplitude, completude, abrangência. Estes 3 anos foram marcados por ações em prol de todos os elos das cadeias produtivas, diferenciando-se de gestões passadas, onde especialmente o produtor rural não se sentia representado e assistido. Hoje mesmo quando não foram alcançados objetivos, como a desoneração fiscal de insumos, propostas pleiteadas pela pasta de Tereza, mas recusadas pela de Paulo Guedes, o produtor reconhece o emprenho de sua representante.

A imagem do agronegócio tradicionalmente não está associada às mulheres, embora de mulheres ele também seja constituído, tanto que MAPA, FAO e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos promoveram a partir de 2020 a campanha “Mulheres Rurais, mulheres com direitos” para dar visibilidade a essas mulheres, valorizando a liderança, as capacidades e as necessidades das mulheres do meio rural. Tereza Cristina não usa do fato de ser mulher rotineiramente na sua retórica, mas as qualidades geralmente associadas ao feminino como abrangência, dedicação, cuidado, atenção, proteção e inclusão, são indubitavelmente marcas de sua gestão. Indubitáveis marcas de uma Dama, não de ferro rígida e fria, mas de Agro, feita de gente, trabalho, esforço, dedicação e respeito.

Tereza Cristina, A Dama do Agro Brasileiro.

**Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ENB.

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