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Delivery durante jogos do Brasil cresce mais que corridas e revela nova dinâmica de consumo na Copa

Os jogos da seleção estão movimentando mais os aplicativos de entrega do que os de transporte. Dados das plataformas mostram como a Copa está alterando hábitos de consumo e criando novas oportunidades para o setor de delivery.
Delivery durante jogos do Brasil cresce com aumento dos pedidos por aplicativos durante a Copa do Mundo
Entregadores e plataformas de delivery registraram aumento na demanda antes dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. (Foto: Reprodução)

O delivery durante jogos do Brasil está crescendo muito mais do que as corridas por aplicativo nesta Copa do Mundo. Na estreia da seleção contra o Marrocos, os pedidos de entrega avançaram 25% nas horas que antecederam a partida, enquanto as corridas registraram alta superior a 3%, segundo dados do aplicativo global de mobilidade InDrive.

A diferença chama a atenção porque grandes eventos esportivos costumam impulsionar deslocamentos. Desta vez, porém, o maior avanço ocorreu nos aplicativos de entrega, favorecidos pela concentração de torcedores em casas, bares e encontros organizados para assistir ao jogo.

O movimento sugere uma mudança temporária no padrão de consumo durante a Copa. Em vez de continuar circulando pela cidade após chegar ao destino, parte do público passa a consumir onde acompanha a partida, ampliando a demanda por refeições e entregas.

Delivery durante jogos do Brasil cresce com torcedores reunidos

O avanço das entregas foi o dado mais expressivo registrado pelas plataformas na estreia brasileira na Copa do Mundo de 2026.

Segundo a InDrive, os pedidos de delivery cresceram 25% nas três horas anteriores ao jogo. O percentual ficou muito acima da alta observada nas corridas realizadas pelo aplicativo no mesmo horário em dias regulares.

O comportamento indica que grande parte da movimentação econômica do delivery ocorreu depois que os torcedores chegaram ao local onde assistiriam ao jogo do Brasil.

Entre os fatores apontados para o aumento das entregas estão:

  • Reuniões familiares para acompanhar os jogos.
  • Encontros entre amigos em residências.
  • Permanência mais longa em bares e restaurantes.
  • Maior volume de pedidos de comida durante a transmissão.

O cenário reforça a importância dos aplicativos de entrega em eventos que concentram público por várias horas em um mesmo local.

Corridas por aplicativo aumentam antes do jogo e perdem força durante a partida

O avanço do delivery ficou mais evidente quando comparado ao comportamento das corridas por aplicativo nos jogos, como o do Brasil. Enquanto o delivery continuou ganhando força antes dos jogos, a mobilidade concentrou quase toda a demanda nas horas que antecederam a estreia da seleção.

Levantamento da 99, que opera o serviço de entregas 99Food, mostrou que o volume de corridas ficou 10,4% acima do esperado nas duas horas anteriores ao confronto entre Brasil e Marrocos. Brasília liderou o movimento, com alta de 10,1% na última hora antes da partida, seguida por Salvador (4,3%) e Porto Alegre (4,1%).

Segundo Fabrício Ribeiro, diretor de Operações da plataforma, a procura por viagens costuma cair durante os 90 minutos do jogo. O comportamento ajuda a explicar por que o delivery durante jogos do Brasil avançou mais do que o transporte: depois de chegar ao destino, parte dos torcedores continua consumindo, mas deixa de circular pela cidade.

Delivery durante jogos do Brasil deve manter alta nas próximas partidas

O aumento da demanda levou as plataformas a criar estratégias para manter motoristas e entregadores conectados nos horários dos jogos da seleção.

A InDrive anunciou campanhas com recompensas para profissionais que ampliarem o número de corridas concluídas. Entre os benefícios oferecidos estão combustível, alimentação e itens para casa.

Além disso, a empresa estima cerca de 8,9 mil entregas para o confronto entre Brasil e Haiti nesta sexta-feira (19/06), volume 10% superior ao registrado no dia anterior.

Se a projeção se confirmar, o delivery durante jogos do Brasil deixará de ser um movimento pontual da estreia e passará a representar uma oportunidade recorrente de receita para plataformas, entregadores e estabelecimentos de alimentação ao longo da Copa do Mundo.

Foto de Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto

Moisés Freire Neto é jornalista formado pela Faculdade Estácio e pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), com atuação em economia e negócios. Integra as equipes editoriais do Economic News Brasil e do J1, veículos que compõem o Sistema BNTI de Comunicação. Sua atuação é fundamentada em sólida experiência em jornalismo editorial e comunicação institucional.

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