A falta de semicondutores (chips) no mercado mundial deve prejudicar a produção brasileira de veículos em 250 mil unidades em 2022. A estimativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), instituição que representa as indústrias montadoras de automóveis, leves e pesados, como de máquinas dos setores agrícola e de construção.
As montadoras brasileiras planejam produzir cerca de 2,14 milhões de veículos de todos os tipos este ano. Esse número é 1% superior a 2021, quando saíram da linha de produção 2,12 milhões de unidades. Porém, sem a barreira do microchip, a produção neste ano teria ficado em torno de 2,4 milhões de unidades.
Mesmo assim, o problema atual é menor do que o observado em 2021, quando a entidade estimou que 370 mil veículos deixaram de ser fabricados, principalmente pela ausência desses componentes no mercado.
Segundo estudo da consultoria Automóvel Forecast Solutions (AFS), dos Estados Unidos. que inspeciona mais de 400 fábricas em muitos países todas as semanas, desde 2021, aproximadamente 13 milhões de veículos não foram produzidos em todo o mundo devido à falta de semicondutores.
Para se ter ideia da complexidade, os carros modernos possuem mais de 3.000 chips localizados em vários sistemas. Eles estão presentes, por exemplo, em freios, computadores de bordo e mecanismos de controle de tração.
O problema da falta dos Chips começou com a pandemia. Segundo publicação do Metrópoles, a Covid-19 interrompeu a cadeia produtiva mundial, fechando fábricas e tornando indisponíveis matérias-primas para a fabricação de diversos materiais e componentes, como chips.





