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Uma ideia de garagem com previsão de faturar R$ 30 milhões

André Regazzo e Alan Araya, sócios da Regazzo

Os empreendedores André Regazzo e Alan Araya estão entusiasmados com os resultados da empresa da qual são sócios, a Regazzo, e fazem projeções audaciosas para os próximos anos.

A empresa é uma desenvolvedora de softwares para a indústria que nasceu em Curitiba como um empreendimento literalmente de garagem, em 1998. O foco era a indústria automobilística. A chegada de montadoras europeias ao Brasil expandia o parque fabril no segmento – em especial no Paraná.

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No final da década passada, a Regazzo iniciou um caminho de diversificação do seu portfólio e voltou-se a outras atividades econômicas para além da indústria automobilística, foco inicial. Mas foi de 2018 para cá que esse processo se intensificou, conforme relatam os empresários.

Em 2020, quando eclodiu a pandemia da Covid-19, a empresa paranaense já havia deixado para trás a fase mais aguda de sua crise interna. E como o setor de tecnologia da informação (TI) foi impulsionado pela digitalização das atividades, decorrente do isolamento imposto pela pandemia (só em 2021, o crescimento dessa atividade foi de 25%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), a Regazzo, enfim, retomou a trajetória de expansão.

Os sócios citam, entre as empreitadas da fase de retomada, o desenvolvimento de uma solução para uma grande indústria do segmento de papel e celulose como uma das iniciativas mais emblemáticas. A indústria em questão viu, durante a pandemia, sua produção de embalagens ampliar. Precisava, assim, de uma inspeção de qualidade e de outros procedimentos cotidianos mais eficazes. Encontrou na empresa de TI curitibana uma parceria capaz de atender às suas necessidades.

“Desenvolvemos uma solução que digitalizou todo o processo de inspeção de qualidade, o ‘checklist’. A solução inclui um aplicativo móvel, que agrega fotos e conta com funcionalidades que enriquecem o processo de inspeção. Hoje, está sendo inserida em várias plantas dessa indústria”, explica Alan.

“A Regazzo vinha num crescimento anterior à pandemia. Mas a nova solução tem a ver especificamente com o incremento durante esse período. Porque, com o isolamento social e atividades remotas, aumentaram as entregas, e com isso também a demanda por embalagens para os produtos. Hoje, na linha de produção dessa indústria, temos em torno de 400 pessoas utilizando nosso sistema, todo os dias”, completou o empresário.

Além de atender empresas industriais, a Regazzo, hoje, conta com soluções direcionadas a negócios do setor financeiro, educacional e de logística, entre outros. Uma das atuações está concentrada na fabricação de softwares, em projetos que demandam de quatro meses a até dois anos de desenvolvimento, para depois serem colocados no mercado, conforme sublinham André e Alan. Os dois explicam que o leque de serviços é composto, ainda, pela gestão de TI de empresas (o chamado outsourcing) e por trabalhos de consultoria em arquitetura de software e design thinking.

Desde o início de 2022, a Regazzo se dedica, internamente, a consolidar o trabalho remoto de suas equipes e a implantar um novo conceito de gestão. “Estamos criando uma ‘camada gerencial’ – com gerentes comercial e operacional”, cita André, acrescentando, ainda, a opção por um modelo mais horizontalizado de hierarquia; de maior transparência e diálogo entre os colaboradores, a “empresa sem parede”.

Nos últimos três anos, como sinal da retomada, o faturamento da Regazzo triplicou, chegando a R$ 6 milhões em 2021. Até 2025, a meta é quintuplicar, alcançando R$ 30 milhões anuais. “Este ano, 2022, é um ano de virada de chave”, aposta Alan.

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