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O Ibovespa fechou em seu menor patamar desde julho, enquanto o dólar subiu nessa sexta-feira(17), encerrando uma semana negativa para os ativos domésticos. A aversão a risco no exterior, em meio aos receios com a situação bancária nos Estados Unidos e na Europa, continuou pressionando as Bolsas pelo mundo.
O Ibovespa encerrou o dia em queda de 1,4%, aos 101.982 pontos, marcando o menor patamar de fechamento desde o pregão de 27 de julho, quando o índice fechou na faixa dos 101.437 pontos. Enquanto isso, o dólar subiu 0,59%, negociado a R$ 5,27, após atingir a máxima de R$ 5,28. Na semana, o Ibovespa caiu 1,58%, enquanto a divisa avançou 1,20%.
Embora os ativos tenham apresentado um movimento de recuperação na esteira de notícias positivas envolvendo a situação de bancos que enfrentam a desconfiança dos investidores, como o Credit Suisse e o First Republic, o mercado ainda demonstra preocupação quanto à real dimensão dos impactos ocasionados pelo aperto monetário ao sistema financeiro e os efeitos negativos que esses poderiam trazer à atividade econômica em sua totalidade.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones caiu 1,19% e o S&P, 1,10%, enquanto a Bolsa Nasdaq cedeu 0,74%. A expectativa de parte do mercado é que o Federal Reserve eleve os juros em apenas 0,25 ponto percentual, sendo que não está descartada uma pausa no ciclo de aperto monetário. As preocupações também impactaram o mercado do petróleo, com o Brent caindo 12,45% na semana, a maior queda para o período desde dezembro, e o WTI cedendo 13,26%, a maior baixa semanal desde abril de 2022.
A analista da Valor Investimentos, Paloma Lopes, afirmou que, apesar dos aportes, o mercado ainda teme que haja alastramento, o que reflete na Bolsa brasileira. Ela avalia que a volatilidade deve permanecer até a reunião de política monetária do Federal Reserve, que ocorre na próxima semana.











