Light pede standstill para renegociar dívida de R$ 11 bilhões e enfrenta críticas dos credores

Foto: Vitaly Vlasov/Pexels

A Light, empresa de distribuição de energia elétrica do Rio de Janeiro, entrou com um pedido de standstill de até 180 dias para renegociar uma dívida de R$ 11 bilhões e conseguiu uma decisão cautelar favorável na Justiça.

A medida permitiria à companhia dispensar quaisquer pagamentos durante esse período, visando fortalecer a empresa e renegociar os termos da concessão, em especial a questão do roubo de energia.

Atualmente, a Light não recebe pagamento por 57,5% da energia que distribui no mercado de baixa tensão, principalmente em áreas dominadas pelo crime organizado.

Cerca de 40% dessas perdas são cobertas via tarifa, mas o restante é arcado pela concessão, representando um grande risco à sustentabilidade financeira da empresa.

A estratégia da Light, no entanto, foi criticada pelos credores, que a consideram uma “recuperação judicial branca” que pode abrir espaço para outras empresas seguirem no mesmo caminho.

Além disso, debenturistas da companhia reclamam do programa de remuneração proposto pela administração, que deve ser votado em assembleia, e gestores definem o plano como “fora da realidade”.

Pelo plano, a gestão poderá ficar com até 5% da companhia (atualmente R$ 40 milhões) se conseguir renovar a concessão que vence em 2026, diminuir as perdas em pelo menos R$ 300 milhões, dar um tratamento diferenciado às áreas dominadas pelo crime na renovação do contrato com a ANEEL e readequar a estrutura de capital.

Apesar das críticas, fundos de special situations estão monitorando a situação da Light e vêem uma oportunidade em reequilibrar a estrutura de capital da empresa, que atualmente vale R$ 775 milhões na Bolsa.

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