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Mercado de debêntures apresenta queda no volume de captações

As ações da Getninjas (NINJ3) tiveram um dia de fortes ganhos na B3, com uma alta de 14,52%, encerrando a sessão a R$ 4,81.
(Foto: Alesia Kozik/Pexels)

Dados recentes da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revelaram uma redução tanto no volume de emissões quanto nos valores arrecadados por meio de debêntures nos primeiros quatro meses deste ano.

No período de janeiro a abril, houve uma queda de 23,1% no número de emissões, totalizando 90 operações, e uma diminuição de 41,4% nos valores arrecadados, que somaram R$ 43 bilhões. Esses números contribuíram para que as emissões no mercado de capitais atingissem o nível mais baixo desde maio de 2020, período marcado pela incerteza causada pela pandemia.

Com o mercado de ofertas iniciais de ações (IPOs) ou ofertas subsequentes (follow-on) praticamente fechado, a emissão de debêntures se tornou uma alternativa para as empresas melhorarem suas estruturas de capital em um momento em que os bancos estão impondo prêmios de risco elevados para operações de crédito.

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No entanto, os números indicam que os investidores institucionais do mercado financeiro estão adotando a mesma seletividade, de acordo com um estudo realizado pela Ártica Investimentos.

A remuneração dos títulos indexados ao DI (taxa de juros) mais spread está em seu nível mais alto desde 2017. Nos primeiros quatro meses do ano, 85,3% das emissões estão vinculadas a esse indicador – em comparação, há seis anos, esse valor era de apenas 35,5%. Uma parcela significativa das debêntures está atrelada ao IPCA (12,6%), enquanto outros índices representam 1,9% e um percentual do DI apenas 0,2%.

O prazo médio das emissões é de 5,8 anos, o que se aproxima do observado no mesmo período de 2022 (5,9 anos). A maior parte dos recursos captados destina-se ao reforço do capital de giro, representando 32,1% do total, seguido pelo refinanciamento do passivo (31,6%). Os investimentos em infraestrutura completam o top 3, respondendo por 23,6% das emissões.

O estudo da Ártica também revelou um maior interesse dos fundos de investimento pela compra de debêntures no mercado secundário. Enquanto os investimentos em renda variável recuaram 22% nas carteiras dos investidores institucionais, totalizando R$ 548 bilhões, as debêntures apresentaram crescimento proporcional, alcançando R$ 376 bilhões. Os títulos públicos federais continuam sendo a preferência, considerados mais seguros, com um total de R$ 2,7 trilhões.

A pesquisa também destacou o bom desempenho dos instrumentos híbridos, como o Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) e os Fundos Imobiliários (FII). Esses instrumentos representaram aproximadamente 10% do total de emissões no mercado primário entre janeiro e abril de 2023, registrando um crescimento de 19%

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