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PIB do Brasil avança no 1º trimestre, puxado pelo agro

Imagem: Freepik

A economia brasileira superou as expectativas do mercado e registrou um resultado forte no primeiro trimestre de 2023. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (01/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,9% em janeiro e março desse ano, na comparação com o trimestre anterior.

No acumulado dos quatro últimos trimestres, o PIB subiu 3,3% ante os quatro trimestres imediatamente anteriores. De acordo com o IBGE, em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2023 totalizou R$ 2,6 trilhões, sendo R$ 2,2 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 317,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

No primeiro trimestre de 2023, a taxa de investimento foi de 17,7% do PIB, abaixo da observada no mesmo período de 2022 (18,4%). Já a taxa de poupança foi de 18,1%, acima da taxa registrada no mesmo período de 2022 (17,4%).

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A alta vem, sobretudo, de um bom momento da agropecuária, além de consumo sustentado por inflação em queda e desemprego menor. Pela via dos gastos do governo, a alta do salário mínimo e programas de transferência de renda também têm algum impacto.

A Agropecuária cresceu 18,8% em relação a igual período do ano anterior. “Este resultado pode ser explicado pelo bom desempenho de produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre e pela produtividade”, explica o IBGE, em comunicado oficial.

A queda no preço das commodities tem feito os produtores terem de vender grãos e gado a preço menor, mas, para efeitos do PIB, o alto volume é o que importa neste momento. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), a soja, principal cultivo, apresentou ganho de produtividade e crescimento expressivo na produção anual, estimada em 24,7%.

Com exceção do arroz (-7,5%), outras culturas com safra relevante nesse trimestre também apontaram crescimento na produção anual e ganho de produtividade, como milho (8,8%), fumo (3,0%) e mandioca (2,1%).

Segundo a última edição do Relatório Focus, divulgada no início da semana pelo Banco Central (BC), o mercado projeta que a economia brasileira termine 2023 avançando 1,26%, acima da projeção da semana anterior (1,2%).

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