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Mulheres CEOs chegam aos 17% em 2022

Imagem: Pixabay

Realizado pelo Insper e o Talenses Group junto a 381 empresas de todo o País, o estudo Panorama Mulheres 2023 apontou que mais mulheres têm ocupado cargos de vice-presidência (de 23% para 34%), em conselhos (de 16% para 21%) e na presidência (de 13% para 17%).

De acordo com o relatório do instituto, quando a presidência é feminina, a proporção de mulheres em postos de decisão pode até triplicar. Nos conselhos de administração das empresas, a quantidade de executivas é 2,7 vezes maior do que nas empresas em que o posto máximo é ocupado por homens.

“Uma das coisas que a gente observou na pesquisa foi um crescimento da participação das mulheres nesses cargos, o que é um crescimento consistente se a gente olhar desde a primeira edição do projeto até agora”, explica a professora Ana Paula Rodrigues Diniz, coordenadora do Núcleo de Estudos de Diversidade e Inclusão no Trabalho do Insper, em entrevista à Istoé.

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As vantagens de apostar na diversidade de gênero vão além da esfera social. A equidade nas organizações é capaz de ampliar receitas e permitir avanços substanciais em temas como governança e sustentabilidade.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) constatou que, no quarto trimestre de 2021, a participação feminina na esfera dos negócios correspondia a 34%, com mulheres gerindo 10,1 milhões de empreendimentos no Brasil.

Com equidade em relação ao salário dos homens, o ganho social seria considerável. Esse tipo de benefício foi medido por entidades como a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima um aumento do PIB da ordem de US$ 6 trilhões se elas obtivessem equidade nos salários. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB global cresceria 35% com a igualdade de gênero nas relações de trabalho.

Em sua edição 2020, o estudo “Diversity Matters”, da consultoria McKinsey, comprovou que organizações que possuem equipes executivas com equidade de gênero têm 14% mais chances de superar a performance dos concorrentes. Aquelas em que os funcionários percebem maior equalização entre as oportunidades para mulheres e homens possuem 93% maior probabilidade de obter um desempenho financeiro superior ao da concorrência.

Apesar dos avanços, a professora reforça que ainda há muito a ser conquistado em termos de diversidade de gênero no alto escalão e mostra que a maioria das CEOs no Brasil está em empresas de pequeno porte, familiares, de capital fechado e no setor de serviços.

“As empresas que essas mulheres lideram são principalmente de capital fechado, portanto, menores. Se por um lado estamos crescendo, ainda não progredimos no mesmo ritmo nas empresas de maior porte e nas organizações de setores industriais”, analisa a Ana Diniz para a Istoé.

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